Em pergunta ao Governo, os deputados Odete João, João Paulo Pedrosa e Jorge Manuel Gonçalves consideram que “passados mais de dois anos sobre a criação do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), o balanço sobre as condições de acesso dos utentes da região das Caldas da Rainha aos cuidados de saúde hospitalares é francamente negativo”.
“No Serviço de Urgência veem-se agravadas as condições de atendimento com a escassez de recursos humanos, o que perante qualquer falha nas equipas resulta em sobrecarga para os que estão ao serviço, com particular incidência na época de Natal e início do ano. E a situação não foi pior graças ao esforço e empenho das profissionais de saúde”, alertam os parlamentares do PS.
“A sobrecarga acumulada de trabalho e a consequente desmotivação por parte dos profissionais, o insuficiente número de camas que obriga a que os doentes tenham que ficar internados em macas nos corredores, a falta de investimento em equipamento hospitalar (macas, aparelhos medidores de tensão, seringas infusoras, etc) e a ausência de manutenção e reparação do existente, que “gera graves problemas na prestação de cuidados”, são situações que preocupam os deputados.
Os eleitos socialistas perguntam ao Ministro da Saúde se “no período do Natal e Ano Novo no Hospital das Caldas da Rainha houve uma maior procura dos cuidados de saúde hospitalar relativamente aos anos anteriores em igual período” e “de quantos doentes”.
Os deputados querem também saber “quantas equipas de enfermagem funcionaram abaixo dos rácios legalmente definidos”, “qual o número médio horas de espera do doente para o primeiro atendimento médico”, “qual o número máximo de horas de espera”, bem como “quantas macas das corporações de bombeiros foram retidas no hospital e por quanto tempo”.
Os parlamentares do PS pretendem que o Governo esclareça “quais as medidas que o ministério pretende tomar para suprir as carências observadas” e “em que prazo”.



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