O parque, com dois pisos subterrâneos e 293 lugares de estacionamento (143 no menos 1 e 150 no menos 2), representa um investimento de 3,6 milhões de euros, com fundos europeus.
“O funcionamento deste espaço custará ao município à volta de 150 mil euros por ano”, revelou Tinta Ferreira.
“A primeira hora é gratuita, como serão todos os parques quando terminar a obra. Estamos numa cidade de pequeno comércio e serviços, e faz sentido assumir algum prejuízo na gestão para benefício da economia local”, sustentou, adiantando que depois o preço será de 60 cêntimos/hora.
Haverá cerca de cem lugares fixos para moradores nas imediações (no piso menos 2). Terão igualmente lugares os magistrados do tribunal e os funcionários da Câmara poderão usar o parque em rotatividade.Serão também disponibilizados cinco lugares para mobilidade condicionada e outros cinco para carros elétricos.
“Reconheço que os lugares não são muito largos, são idênticos aos do CCC”, admitiu o autarca.
O espaço foi dotado de iluminação LED que, segundo o presidente da câmara, “aumentou o investimento inicial mas resultará numa grande poupança de consumo energético no futuro”.
No interior do parque passará a funcionar a central de monitorização que verifica as câmeras de videoproteção dos equipamentos municipais. No exterior, em cima do parque, haverá repuxos e árvores.
O parque deveria ter sido concluído a 30 de junho deste ano, mas Tinta Ferreira considerou “justificáveis” as razões apresentadas para o atraso, sublinhando que “não haverá penalização
Segundo o autarca, o atraso deveu-se às condições climatéricas e a “erros de cadastro das empresas e dos serviços municipalizados que têm infraestruturas [condutas de água, gás e telecomunicações]” no subsolo.
A Câmara pretende melhorar o parque de estacionamento junto à PSP e está em conversações com a Refer para aumentar o estacionamento na Rua da Estação em cerca de vinte lugares, ampliando-a para também ter dois sentidos. Tinta Ferreira confessou que gostaria de construir um silo auto junto à estação.
“Precisamos de muito estacionamento para cargas e descargas, e haverá um plano com parquímetros em algumas ruas”, adiantou.
Com a conclusão do parque de estacionamento subterrâneo, “far-se-á o debate para ver se se deve manter aberta ou não a Rua Heróis da Grande Guerra”.
Grua cai e assusta
Na manhã da passada quinta-feira, um camião-grua virou-se na obra quando desmontava a lança de 50 metros de outra grua, que embateu na igreja, partindo uma cruz, e caiu.
Foi um grande estrondo e susto. Apesar de na altura estarem operários a trabalhar e haver transeuntes nas imediações, por sorte ninguém ficou ferido. Apenas o operador da autogrua foi transportado pelos bombeiros ao hospital “por se encontrar muito nervoso”, disse José António, responsável da Proteção Civil das Caldas da Rainha.
Os bombeiros das Caldas contaram com a ajuda da corporação de São Martinho do Porto, com a autoescada, para retirar a cruz partida, evitando que caísse em cima de alguém. Os soldados da paz verificaram que havia cerca de 50 telhas da igreja partidas.
A Autoridade para as Condições do Trabalho investiga a causa do acidente, que poderá ter a ver com a cedência do terreno na zona da sapata da autogrua.












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