Não foi, admitamos, grande cartão de visita o encontro entre o Óbidos e Caldas, apesar de frente a frente estarem dois candidatos assumidos a vencer a série G. As equipas estavam nervosas. Mas isso não explica tudo.
Os primeiros 25’ foram muito fracos. O Óbidos entrou bem (honra lhe seja feita) e marcou um golo caricato. Mas depois disso o futebol limitou-se a ser um jogo de pontapés para a frente e para o ar.
O jogo clamava, com urgência, por sangue novo, porque só Miguel, Duarte e Micas estavam ao seu nível.
À beira do fim Yann, Gonçalo e Leandro ainda trouxeram um pouco mais de vida, suficiente para fechar as contas em 2-2.
O Óbidos está a uma vitória de ser o vencedor da série pela segunda vez consecutiva. Precisam apenas de bater em Peniche a equipa local em janeiro para sentenciar o título à 7ª jornada, a última do torneio para passar à fase seguinte da elite.
O Óbidos vai defrontar uma equipa que vem de um período de grande ritmo. Esta equipa é treinada pela força, determinação e conhecimento de um treinador, que é uma inspiração na aquisição da vantagem mental para a superação. Taticamente tem uma postura tipicamente de homens do mar na conquista de espaço territorial e num jogo assertivo do ponto de vista estratégico. Fazem da conquista da bola, do jogo ao pé e da defesa as suas principais armas. Quando têm espaço são igualmente perigosos e rápidos no jogo para a baliza, com remates de longa distância, na marcação de cantos e lançamentos de linha lateral. Estão reunidos os ingredientes para um jogo atrativo e de grau de dificuldade intensa para os morcegos
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A.F.




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