Os restos do fruto que não eram aproveitados e constituíam resíduos, são agora transformados em produtos inovadores. Marina Brás, gerente da Frutóbidos, indicou que “utilizamos o pedúnculo da ginja, a folha e a pele do fruto”.
Mas esta empresa, tal como outras, esbarra na dificuldade que há em arranjar a matéria-prima. É preciso saber como as ginjeiras poderão ser mais produtivas.
“Há um trabalho de investigação que é necessário fazer em conjunto com as universidades e há dinheiro de fundos comunitários para financiar esses projetos, de maneira a haver melhores produtividades e internacionalizar cada vez mais um produto de excelência que tem tanto a ver com as nossas raízes”, afirmou Assunção Cristas, que teve oportunidade de conhecer de perto todo o processo de transformação, desde a chegada do fruto, à produção do licor de ginja, engarrafamento e expedição para o mercado.
Este é o exemplo claro de como a dimensão da empresa [com sete trabalhadores fixos], muitas vezes, não importa”, declarou a governante.
A produção de ginja é muito instável, variando entre anos de muita e pouca cultura, tendo Assunção Cristas assegurado que o Governo irá “ter linhas abertas para promover a investigação que leve a que se consiga produzir mais.
E no final da visita a própria ministra recebeu uma ginjeira. “Vou plantar, claro, e verificar como são as produções”, comentou ao JORNAL DAS CALDAS.
O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Humberto Marques, afirmou que esta visita ”inscreve-se num projeto muito importante para Óbidos, de há muitos anos, resultado de um trabalho conjunto entre investidores, autarquia e a Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça, com a secção da Ginja, face à importância que a ginja começa a ter”. Humberto Marques diz que a Frutóbidos “soube interpretar aquilo que era a cadeia de valor, para além daquilo que é tradicionalmente conhecida como a ginjinha de Óbidos, mostrando inovação ao nível de produtos alimentares e produtos cosméticos, com enorme potencial”.





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