Satisfeito pela afluência de mais de meio milhar de fiéis, o prelado elogiou “a comunidade ligada ao mar, cristãos herdeiros de uma tradição evangélica muito forte”, apontando que “os dramas da vida e a situação económica e social, fazem que o sentido religioso ganhe fervor”.
O Patriarca de Lisboa justificou dessa forma o aparecimento de mais fiéis nas igrejas, admitindo que há uma maior procura da religião cristã, pela necessidade de encontrar um porto de abrigo e a fé poder ser o ponto de equilíbrio perante as incertezas e inconstâncias da vida.
Em Peniche, a comunidade ligada ao mar, herdeira de uma tradição evangélica muito forte, viu renovado o seu principal templo.
Foi um investimento superior a 850 mil euros, 80% de fundos comunitários, cabendo à Paróquia de Peniche suportar 172 mil euros, verba recolhida com o envolvimento voluntário dos fiéis, através de donativos e angariação de fundos.
A obra contemplou a conservação e restauro de toda a arte sacra, a substituição do telhado do edifício, obras no altar e sacristia, abrangendo ainda alterações ao nível da pintura interior e exterior.
Durante os trabalhos foi descoberta, no teto da capela-mor, uma pintura datada de 1711.
Comentário à detenção de Sócrates
D. Manuel Clemente, questionado sobre a detenção do ex-primeiro ministro José Sócrates, comentou que “notícias deste género entristecem-nos, mas por outro lado mostram que as instituições funcionam e portanto se há coisas a averiguar a justiça vai nesse sentido e sobretudo é isto que nós queremos, que as coisas sejam apuradas e sejam tratadas como devem ser, sem nos anteciparmos nos juízos, porque isso compete à justiça, mas tornando-nos também mais exigentes com a sociedade”.
Francisco Gomes (texto)
Carlos Tiago (foto)




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