Patriarca reabre igreja em Peniche

Francisco Gomes

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“É um templo muito bonito e que nos faz bem à alma”, comentou no passado domingo o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, na reabertura da Igreja de São Pedro, em Peniche, após dois anos de obras de restauro e melhoramento.
Reabertura da Igreja de São Pedro com a presença do Patriarca de Lisboa

Satisfeito pela afluência de mais de meio milhar de fiéis, o prelado elogiou “a comunidade ligada ao mar, cristãos herdeiros de uma tradição evangélica muito forte”, apontando que “os dramas da vida e a situação económica e social, fazem que o sentido religioso ganhe fervor”.

O Patriarca de Lisboa justificou dessa forma o aparecimento de mais fiéis nas igrejas, admitindo que há uma maior procura da religião cristã, pela necessidade de encontrar um porto de abrigo e a fé poder ser o ponto de equilíbrio perante as incertezas e inconstâncias da vida.

Em Peniche, a comunidade ligada ao mar, herdeira de uma tradição evangélica muito forte, viu renovado o seu principal templo.

Foi um investimento superior a 850 mil euros, 80% de fundos comunitários, cabendo à Paróquia de Peniche suportar 172 mil euros, verba recolhida com o envolvimento voluntário dos fiéis, através de donativos e angariação de fundos.

A obra contemplou a conservação e restauro de toda a arte sacra, a substituição do telhado do edifício, obras no altar e sacristia, abrangendo ainda alterações ao nível da pintura interior e exterior.

Durante os trabalhos foi descoberta, no teto da capela-mor, uma pintura datada de 1711.

Comentário à detenção de Sócrates

D. Manuel Clemente, questionado sobre a detenção do ex-primeiro ministro José Sócrates, comentou que “notícias deste género entristecem-nos, mas por outro lado mostram que as instituições funcionam e portanto se há coisas a averiguar a justiça vai nesse sentido e sobretudo é isto que nós queremos, que as coisas sejam apuradas e sejam tratadas como devem ser, sem nos anteciparmos nos juízos, porque isso compete à justiça, mas tornando-nos também mais exigentes com a sociedade”.

Francisco Gomes (texto)

Carlos Tiago (foto)

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