O dia ameaçava muita chuva, e por isso a equipa feminina sabia que os seus passes tinham de ser curtos e certos, principalmente contra o seu primeiro adversário, o Porto, uma equipa com muito mais experiência.
Na primeira parte deste jogo, o Caldas Rugby Clube (CRC) manteve-se organizado e a comunicar, tendo chegado ao primeiro ensaio. No entanto, este cenário depressa se alterou e o Porto aproveitou os múltiplos erros defensivos da equipa caldense, que não sendo rápida o suficiente a montar a sua defesa criou espaços, bem aproveitados pelo adversário. O resultado final demonstrou a superioridade do Porto: 36-7.
No segundo jogo as caldenses iriam defrontar um adversário mais fácil e conhecido, a equipa de Aveiro. O CRC entrou no jogo confiante, no entanto continuava a haver falhas de comunicação e buracos na defesa.
A segunda parte foi a pior. Ainda que estivessem a ganhar, as jogadoras caldenses entraram no jogo de Aveiro querendo ir ao contacto e não jogando largo, o que aumentou o desgaste. Esqueceram-se do seu tipo de jogo, e isso inibiu a marcação de mais ensaios. No entanto, arrecadaram uma vitória, 45-0, insuficiente para garantir o 2º lugar no grupo pois o CRAV tinha obtido um resultado mais dilatado com o Aveiro.
Estes resultados colocaram a equipa em 3º lugar no seu grupo, relegando-a para a discussão do 7º ao 10º lugar do torneio.
Para o terceiro jogo, as jogadoras do Caldas iriam defrontar a Lousã (também 3º do seu grupo), uma equipa que, tal como o Caldas, mudou muito este ano, com novas jogadoras, no entanto, o Caldas queria provar que mesmo apenas com oito elementos pela 2ª vez consecutiva conseguiria arrecadar mais uma vitória com garra e jogo simples.
E assim foi, todo o jogo foi dominado pela equipa caldense que comunicava e apoiava constantemente, abrindo rapidamente a bola para as pontas, que aproveitavam os corredores abertos e aceleravam até à linha de ensaio.
A constante pressão por parte das jogadoras caldenses fez a Lousã perder a concentração, abrindo buracos na sua defesa que foram aproveitados pelos centros do Caldas. A partida terminou com mais uma vitória para o Caldas: 32–0.
O seu último jogo era contra o Braga, uma equipa de peso, onde as suas avançadas eram mais fortes no contacto. As jogadoras caldenses continuaram bem organizadas, fintando o seu adversário e marcando vários ensaios, na sua maioria convertidos pela jogadora Maria Francisca, dando uma larga vitória ao CRC por 52–0.
Alinharam pelo CRC: Inês Pereira, Adriana Ferreira, Filipa Mateus, Josefa Gabriel, Maria Francisca Batista, Diana Pina, Carolina Ferreira e Rafaela Ferreira; Treinador: Paulo Santos.



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