Apesar de ter mais de 10 mil seguidores nas redes sociais, o presidente do movimento considera que o MRB é fechado e restrito, para que possam ser tomadas decisões. “Se nos abrirmos, vão entrar no nosso seio pessoas que vão minar todo o processo”, disse Paulo Romeira.
O cravo branco, símbolo do MRB, segundo Paulo Romeira, simboliza a dignidade dos cidadãos através da cor e o cravo demonstra que “pretendemos dar continuidade às conquistas do 25 de abril”, explicou o dirigente do movimento.
O movimento cívico, sedeado em Gondomar, tem como principais objetivos, “consciencializar e esclarecer os cidadãos portugueses das causas reais que levaram o Estado à situação de três “bancarrotas” em 40 anos”. O MRB pretende ainda “impedir a “escravatura” dos cidadãos portugueses por parte de partidos políticos e interesses económicos e devolver a dignidade a todos os portugueses, colocando o Estado ao serviço dos cidadãos e não os cidadãos ao serviço do Estado”.
Paulo Romeira considera que o termo “revolução” é levado muito ao extremo, quando no fundo é uma ação de realizar mudanças profundas. Uma das mudanças apontadas pelo dirigente do movimento está relacionada com a exclusividade de acesso dos partidos políticos às eleições legislativas. “A Constituição Portuguesa e as leis eleitorais têm que ser alteradas, permitindo que a sociedade civil possa candidatar-se às eleições”, sustentou.
Licenciado em Gestão de Empresas, Paulo Romeira atualmente desenvolve a sua atividade como docente e formador. Descreveu que o MRB nada tem contra os partidos políticos, antes pelo contrário, por considerar que os partidos políticos são um pilar fundamental na democracia. “O nosso combate é contra a classe política, antes e pós-troika”, concluiu.
Inês Lopes






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