Para além de acumular a água de esgoto, na referida vala, a mesma vai escoando para os terrenos vizinhos, provocando danos irreparáveis nas culturas e os mais variados prejuízos, para além do incómodo percetível, em relação ao cheiro.
Não podemos deixar de notar que, apesar de todas as cores que se pretendam dar ao Nadadouro e de todas as fores colocadas, algumas ações tornam o dia a dia dos seus moradores, muito cinzento e o cheiro que emana não é certamente o das flores.
Continuamos a expressar alguma tristeza pelo facto de que, após 40 anos de democracia em Portugal, em que tanto se lutou pela melhoria das condições de vida das populações, se esteja agora a regredir nas condições básicas, para níveis terceiro-mundistas.
O mínimo dos mínimos que se pede a um responsável autárquico é um saneamento básico em condições e a eliminação de quaisquer esgotos a céu aberto, mas parece que nem isso é possível no Nadadouro.
O MPN sempre defendeu que se deve olhar, em primeiro lugar, para as obras básicas, essenciais para a população, antes de quaisquer outras, mas o sistema de “construir agora e pensar em manter depois”, contínua, para prejuízo da população.
Ao lado de uma obra de custo avultado, existe um buraco malcheiroso, o que nada deve ter a ver com uma apresentação digna da freguesia do Nadadouro.
Queremos apresentar uma freguesia de “cara lavada” mas aparecemos com um fato roto e sujo. Talvez não fosse má ideia tratar do essencial, antes de apresentarmos a dita “cara lavada”.
Efetivamente os esgotos a céu aberto deveriam ser coisa do passado e não deste século, mas apesar de todos os esforços, existe quem insista em não querer melhorar o básico, olhando apenas para o acessório.
De referir que as entidades responsáveis pela matéria em causa, já foram informadas desta situação e que iremos continuar a lutar contra a regressão dos direitos da população e na defesa da melhoria das suas condições de vida.
Não nos devemos contentar com “o que há” ou “o que existe”, mas lutar por aquilo que, enquanto cidadãos e contribuintes, temos direito de ter e usufruir.
As condições básicas de saneamento e salubridade não são um luxo, são um direito.
Movimento pelo Nadadouro






0 Comentários