Trata-se de uma atividade económica relevante, onde pontifica a fruticultura, a horticultura e o vinho, que contribui para a riqueza local de forma muito significativa”.
“O nosso concelho tem na atividade agrícola uma importância económica e social que não é valorizada como deve. Nestas circunstâncias devemos trabalhar para a divulgação daquilo que melhor é produzido no nosso concelho, promovendo os seus produtos, em algumas circunstâncias elevando a fasquia e criar condições para a certificação de alguns, nomeadamente a cebola de Alvorninha”, sustentou.
No seu entender, “cabe à câmara Municipal ajudar a preparar eventos técnicos e outros para que este setor se aproxime do conhecimento das inovações relativas à produção, assim como, da realidade de um mercado aberto e competitivo. A realização de jornadas técnicas, não apenas quando há feiras, reuniões de trabalho, com a participação ativa do Executivo, seja com governantes, seja com deputados europeus e outros, podem ser um contributo muito importante para a criação de um verdadeiro ambiente que se aproxime o mais possível da realidade do concelho agrícola que também somos”.
Jorge Sobral apresentou, igualmente, um documento no qual manifesta a sua opinião sobre a valorização dos lugares rurais, e em que considera que “o espaço bucólico que o campo transporta, é um manancial de oportunidades para quem queira criar um negócio diferente, que passa naturalmente por uma oferta muito ligada ao campo, naquilo que tem de mais atrativo. Beleza, tradição e quietude”.
“Deve ser tarefa da autarquia criar condições para potenciar o aparecimento de possibilidades reais para o desenvolvimento do turismo rural, ajudando a encontrar parceiros que tenham a possibilidade de avançar nesse caminho”, vincou.
“Nesta abordagem as Juntas de Freguesia têm um papel preponderante na conceção, programação e direção. Por outro lado, as associações e coletividades, assim como profissionais instalados, seja de profissões tradicionais, sejam detentores de negócio de turismo rural, são peças fundamentais”, referiu, exemplificando: “As nossas aldeias são as nossas quintas pedagógicas. Também aí as crianças podem ter contacto com os animais domésticos e as sementeiras. Podem também aí cozer o seu próprio pão”.
Francisco Gomes




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