“Os semáforos limitadores de velocidade que existem onde aconteceu o acidente são a pior coisa que lá puseram. Um camião que vinha atrás não parou e bateu no carro do meu filho”, acusou Arménio Magalhães.
“Quando telefonaram a avisar do acidente eu não queria acreditar. Quando cheguei ao local vi o carro todo destruído. Ele tinha tudo legal, mas nada disso importa porque não o vai trazer de volta”, manifestou.
André Pereira estava desempregado há três meses depois de ter trabalhado como serralheiro numa oficina de motas em Carvalhal Benfeito, nas Caldas da Rainha. “O patrão dele ia novamente buscá-lo para trabalhar”, contou o progenitor.
Com os familiares da vítima fechados em casa em grande sofrimento pela perda, o pai resolveu vir para a rua “para desanuviar”, tendo contado que André Pereira costumava andar no carro acompanhado com os amigos. “Desta vez ainda estava sozinho, senão a tragédia ainda seria maior”, apontou. O funeral de André Pereira, realizou-se no cemitério de Évora de Alcobaça.
O acidente envolveu ainda outras três viaturas ligeiras, provocando, para além do morto, onze feridos, um dos quais em estado grave, um rapaz de vinte anos, que sofre de trissomia 21, internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Cinco feridos foram transportados para o Hospital de Santo André, em Leiria, e os outros cinco foram assistidos no local.
O choque em cadeia, ocorrido às 21h56, fez cortar o trânsito no IC2 nos dois sentidos, tendo sido restabelecido às 03h36 de sexta-feira, após prestação de socorro aos sinistrados, remoção dos destroços e limpeza da via. Nas operações estiveram envolvidas corporações de bombeiros da Benedita, Alcobaça, Caldas da Rainha, Porto de Mós e Rio Maior, o destacamento de trânsito da GNR de Leiria, a Proteção Civil de Alcobaça e a VMER das Caldas da Rainha, no total de 60 elementos e 27 viaturas.
Francisco Gomes





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