A embarcação emitiu um pedido de auxílio para o MRCC Lisboa, depois de ter ficado desgovernada na sequência das artes que utiliza para pescar se terem enrolado acidentalmente nos veios e hélices.
“Após a receção do pedido de assistência e por se suspeitar que do incidente poderia resultar uma entrada de água inadvertida pelo veio da embarcação, situação essa que colocava em risco a salvaguarda da vida humana dos pescadores embarcados, foi empenhado um navio para prestar eventual auxílio e simultaneamente garantir a segurança da navegação junto à área, visto a embarcação se encontrar desgovernada”, revela a Marinha.
A corveta Batista de Andrade chegou ao banco Gorringe às 7h30 da manhã do dia 30. Com recurso à equipa de mergulhadores do navio foi possível verificar que não existia risco de entrada de água pelo veio da embarcação, tendo sido possível soltar o emaranhado dos cabos enrolados na hélice, numa operação demorada e complicada.
Devolvido a capacidade de propulsão, a embarcação imobilizada regressou ao início da tarde do dia seguinte, ao porto de pesca de Sesimbra, onde costuma operar, tendo sido acompanhada pela corveta.
Em Sesimbra, a embarcação foi alvo de uma inspeção técnica pelo perito da Autoridade Marítima local para se confirmar a condição de navegabilidade, garantindo assim que a mesma possa futuramente navegar e prosseguir com a sua atividade de pesca em segurança.
Jerónimo Rato, presidente da Associação dos Armadores da Pesca Local, Costeira e Largo da Zona Oeste, sedeada em Peniche, da qual o mestre da embarcação “Cristo Deus” é associado, comentou sobre o incidente na embarcação que “todos os dias temos participações de cabos presos nas hélices, agora trancar e impossibilitar navegar já não é tão normal acontecer”.
“São coisas que se passam na faina, e o que se tem de fazer, quando é possível, é mergulhar e cortar ou desembaraçar o cabo ou então tentar vir para terra em marcha lentas, mas não se pode forçar porque está sujeito a partir a manga e o veio e o barco ir ao fundo”, descreveu.
“Os tripulantes não sofreram nada porque o barco flutua, mas estando numa zona de passagem de navios, podia ser perigoso por estar uma rota de possível colisão”, vincou.
Francisco Gomes








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