O suspeito ia passar a noite na esquadra e ser presente a primeiro interrogatório judicial na terça-feira. As autoridades norte-americanas não divulgaram como a morte ocorreu, nem que arma foi utilizada, mas adiantam que se tratou de um homicídio e que Mónica Lino foi “vítima de violência”. Segundo apurámos, terá sido esfaqueada.
O departamento policial de Suffolk County foi alertado cerca das três e vinte da tarde. Um sobrinho da mulher que ia visitá-la encontrou o corpo no primeiro piso da habitação onde morava com os dois filhos menores, na rua Berkshire Drive.
Na altura do crime as crianças – uma rapariga de 9 anos e um rapaz de 12 – não se encontravam na casa, uma vez que vieram passar férias com a avó materna em Portugal. Igualmente dois inquilinos que viviam na casa estavam ausentes.
Mónica Lino, que trabalhava como administrativa numa companhia de seguros, tinha ficado viúva há três anos, quando o seu marido se suicidou, na sequência de uma forte depressão.
A estação televisiva norte-americana WABC relata que uma tia da vítima tinha-a convidado para jantar no sábado à noite, mas a mulher declinou dizendo ter um encontro com um novo namorado.
Os investigadores policiais anunciaram que estavam a pesquisar o passado e as relações da mulher para descobrir pistas para chegar ao autor do crime. O sobrinho da vítima acredita faltar uma faca de grandes dimensões que se encontrava na cozinha.
Os vizinhos da vítima confessaram à estação norte-americana NBC estarem horrorizados e em choque com o sucedido, apontando que Mónica Lino era uma mulher bonita e sociável.
Mónica Lino tem família na região de Alcobaça – a mãe vive em Casal Jorge Dias, freguesia de Cela – e estudou nas Caldas da Rainha na Escola Técnica Empresarial do Oeste, onde tirou um curso de higiene e segurança no trabalho. Aos 20 anos foi para os Estados Unidos.
Família em Portugal chocada
“Se tivesse morrido de forma acidental o choque seria, apesar de tudo, menor, mas assim da forma como morreu é muito macabro”, desabafa Isabel Forreta, prima da vítima, moradora em Casal Jorge Dias.
“Uma das irmãs dela ligou-me de noite a dizer que a Mónica estava morta em casa e pediu-me para contar à mãe dela. O sobrinho disse que ela tinha sangue na cabeça”, recorda.
A familiar relata que a vítima tinha pedido ao sobrinho para ir a casa dela porque “andava com medo”. “Não sei se alguém a ameaçou ou qualquer coisa do género, mas o sobrinho não podia ir e só lhe ligou no domingo ao meio-dia e meia e ela já não atendeu. Como ele tinha a chave de casa foi lá e deparou-se com ela morta”, avança Isabel Forreta.
“Ela tinha muitas amizades e vários relacionamentos desde que o marido faleceu, mas andava com más companhias. Não sabemos se foram roubados bens, uma vez que ela teria ouro que pertencia ao marido. A polícia disse que tinha muito trabalho para investigar”, conta.
Os filhos da vítima estavam a passar o verão com a avó materna em Casal Jorge Dias, mas no domingo passado encontravam-se na casa dos avós paternos, a poucos quilómetros de distância, em Ribeira do Mareto. Na segunda-feira a avó materna procurava ajuda de um psicólogo em São Martinho do Porto para saber como lhes dar a notícia da morte da mãe, que nas últimas semanas andava de canadianas e de cadeira de rodas por causa de um acidente de mota, do qual se encontrava em recuperação.
Francisco Gomes/Marlene Sousa










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