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“1914, 100 anos” em sessão do MVC

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Teve lugar na sede da União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório a habitual sessão “21 às 21”, organização da Associação MVC - Movimento Viver o Concelho. No dia 21 de julho a sessão subordinada ao tema “1914, 100 anos depois” teve como conferencista Luís Moita, intelectual e investigador, professor catedrático de Teoria de Relações Internacionais, na Universidade Autónoma de Lisboa, onde foi vice-reitor e é, atualmente, coordenador dos Mestrados em Relações Internacionais e Ciência Política.
Teresa Serrenho, responsável pelo MVC, e o orador Luís Moita

É autor e diretor, entre outras, das publicações Janus e Observsare onde, com vários colaboradores, expressa e aprofunda, através de um centro de investigação, o conhecimento sobre o mundo exterior e globalizado, numa perspetiva global e sistémica.

O conferencista começou por evidenciar o seu gosto por voltar às Caldas da Rainha, onde foi professor em dois momentos distintos. Um, no Externato Ramalho Ortigão e, posteriormente, na Universidade Autónoma de Lisboa. A audiência, com sala repleta, estava atenta à sessão.

A abordagem do tema assentou na contextualização e génese de conflitos tão devastadores, como o foram as grandes guerras, com o seu cortejo de tragédias e consequências. O conferencista ilustrou a sua comunicação com o enquadramento topográfico dos estados e suas transformações e fusões, através de mapas, mostrando como o grande potentado Europeu mantinha a sua influência no mundo. Evidenciou como se constituíam os impérios, continentais e marítimos, e de como se deu a sua derrocada. Foi patente, ao longo do discurso, a hegemonia dos impérios marítimos sobre os terrestres; a influência de Bismark e outros cérebros da estratégia política, do que viria dar origem aos conflitos, à fusão e criação de novos estados e ao poderio, expansão e alteração destes; a importância dos domínios coloniais dos estados, através da sua proliferação e expansão marítima. Terá mesmo sido esta a razão pela qual Portugal apenas entrou diretamente na 1ª guerra (o que não era suposto acontecer) em 1916, em consequência da posse dos territórios ultramarinos.

Um período de esclarecimentos finalizou esta sessão, tendo sido questionado: “E agora poder-se-ão repetir estas tragédias”? Como foi mencionado, no conflito e na guerra não há vencedores. As ameaças continuam vivas, no cenário do mundo atual.

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