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Associação comercial lamenta atrasos nas obras

Trânsito voltou a circular na Praça da Republica

Francisco Gomes

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A Rua General Queiroz – que sobe do Largo da Rainha para a Praça da Fruta – foi reaberta à circulação na passada sexta-feira. Segundo a Câmara, “a conclusão da intervenção nesta artéria nevrálgica facilitará a normalização da circulação nesta zona da cidade”. Para a Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos (ACCCRO), “dado que a conclusão da obra está já consideravelmente atrasada, saúda-se esta medida, que havia sido há muito solicitada pela associação comercial”.
A circulação foi reaberta na Praça da Fruta na passada sexta-feira

A ACCCRO relata que “desde o primeiro dia dos trabalhos da regeneração urbana tem efetuado diversas reuniões com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Numa dessas reuniões, realizada em fevereiro, onde estiveram presentes muitos empresários diretamente e indiretamente afetados, foi mais uma vez manifestada a preocupação pelos impactos negativos resultantes das obras, e tentou-se sensibilizar a Câmara no sentido de serem encontrados, conjuntamente com os empreiteiros, mecanismos para agilizar os trabalhos, de forma a minimizar os estragos na atividade económica, e na vida da cidade”.

“Foi também efusivamente transmitida a necessidade de se fazerem cumprir os prazos previstos para a execução das obras, para que as épocas do verão e do natal, tão importantes para a atividade empresarial, não fossem mais uma vez afetadas pelos trabalhos em curso”, sublinha.

A associação utilizou “todas as influências e pressões ao seu alcance, para que o tráfego automóvel na praça da república fosse reaberto durante o mês de junho e para que a obra estivesse concluída durante o mês de julho”, mas “lamentavelmente nenhum dos prazos foi, ou vai ser, respeitado, e o prolongar do período da obra por grande parte do verão terá nefastas e eventualmente irreparáveis consequências económicas e sociais para as empresas, empresários e seus trabalhadores”.

“Não se entende, e não é aceitável, que todas as obras públicas tenham por norma derrapagens orçamentais e temporais, e que sejam sempre os cidadãos e as empresas os únicos diretamente prejudicados.

É no mínimo exigível que nos contratos das obras públicas, estejam previstas penalizações e coimas para o não cumprimento do estabelecido e dos prazos definidos, e compensações para os prejuízos provocados. Coimas e penalizações que estão previstas e são sempre impostas, às empresas e aos cidadãos, quando estes não cumprem qualquer uma das suas muitas obrigações para com o Estado”, manifestou a ACCCRO.

“Encontrando-se a obra do futuro parque de estacionamento do Largo 25 de Abril com alguns meses de atraso, a da praça da República sem data prevista para terminar, e com começo para breve a obra na rua de Camões, importa perguntar se alguém previu no início desta maratona a dimensão e as consequências sócio económicas, que as intermináveis e desorganizadas obras e o estaleiro em que transformaram a cidade das Caldas da Rainha, iriam provocar”, sustentou.

“Por mais otimistas que sejam os empresários, por muito que digam que depois das obras tudo será diferente para melhor, têm os empresários e as empresas um problema real e presente, muitas das vezes sem solução a vista, pelo que urge concluir com urgência todas as obras em curso ou ainda por executar, ou alguém terá que acarretar com os prejuízos que se vão acumulando”, vincou a associação comercial.

Tentando contribuir para “o minimizar dos impactos e da profunda e confusa alteração da circulação automóvel no centro da cidade”, a ACCCRO produziu um projeto de sinalética temporária, que foi aprovado e instalado pelo executivo camarário, e para que as empresas e os empresários pudessem reprogramar as suas tarefas diárias, mas também as rotinas dos seus clientes e fornecedores, a ACCCRO teve o cuidado de informar atempadamente os seus associados desta alteração no trânsito, tendo transmitindo ao dono da obra, todas as questões, dificuldades e sugestões que diariamente ausculta dos seus associados.

“É importante que todos os envolvidos no processo da regeneração urbana do centro das Caldas da Rainha tenham consciência que a capacidade financeira, o bom senso e a paciência têm limites”, frisou.

Francisco Gomes

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