Quanto a avaliação dos resultados artísticos em si, faça-se conta que também houve só meio espetáculo. Passamos a explicar: a primeira lide da cavaleira Ana Batista não teve o habitual brilho, dado que o toiro não era franco, atalhava caminho por terrenos de dentro, a por a cavaleira em constantes dificuldades.
Igualmente Lea Vicens, cavaleira francesa que nunca tínhamos visto atuar, passou ao lado de uma lide aceitável no seu 1º toiro, levando-nos a pensar que pouco ou nada valia e que estava ali uma barretada.
Salgueiro da Costa, depois de cravar dois ou três ferros, o toiro foi pelo diretor da corrida mandado recolher aos curros por se ter inutilizado. Sinceramente nunca vimos em terrenos duros o toiro coxear, o que leva a supor que o toiro se enterrava e caía num local da arena, no qual haverá (é notório) excesso de areia.
Na segunda parte tudo foi diferente para muito melhor, com os três artistas a darem espetáculo de grande nível. O 4º toiro, o melhor, o mais bravo da noite com muita transmissão, correu e investiu de vontade durante toda a lide e proporcionou uma atuação a Ana Batista em que a sua conhecida classe veio ao de cima.
No 5º da ordem, outro toiro também muito encastado, Lea Vicens, agora sim, venceu e convenceu com uma lide repleta de emoção nas bregas e nas sortes cambeadas de grande espetáculo, dando demonstração da muita categoria dos quatro cavalos que utilizou na lide.
Salgueiro da Costa, noutro estilo (do seu pai), bem mais à portuguesa, com bregas ladeadas sensacionais para depois chamar de longe, ir reto e ao estribo cravar a preceito a pôr a cereja em cima do bolo.
Dar ainda realce aos forcados das Caldas, de novo em grande plano com três valentes pegas, ombreando sem complexos com qualquer grupo, tendo sido neste caso os amadores de Vila Franca.
Dizer que o toque da trompete para a saída dos toiros foi feito com tal requinte e vibração, que levou o público a retribuir sempre com fartos aplausos. Na região as touradas vão continuar no dia 26 de julho, com inauguração da temporada na Nazaré, no Bombarral a 10 de agosto, com Joaquim Bastinhas, o cavaleiro das Caldas Marco José e Filipe Ferreira, sendo os forcados de Montemor e Caldas da Rainha, não esquecendo que a corrida do 15 de agosto está aí à porta.
Luciano Silva





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