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Indignação por crianças sentadas no chão de comboio

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Dezenas de crianças foram obrigadas na passada quarta-feira a seguir viagem de comboio entre Leiria e S. Martinho do Porto sentadas no chão da carruagem, situação que indignou os utentes da Linha do Oeste. Patrícia Martins nem queria acreditar quando entrou no comboio com os seus alunos na quarta-feira. Como habitualmente, esta animadora do Agrupamento de Escolas dos Marrazes (Leiria) reservou atempadamente os bilhetes para uma viagem de comboio até S. Martinho do Porto, num total de cerca de 25 ingressos. “Quando entrámos no comboio já não havia lugar. Eu levava crianças com seis anos e adolescentes e ficámos de pé, encostados. Ninguém me disse nada que não havia lugar quando fiz a reserva”, explicou Patrícia Martins. Indignada com a situação de “insegurança” com que se deparou no comboio, a animadora queixou-se ao revisor, dizendo que era “vergonhoso” e que “não fazia sentido uma situação daquelas quando tinha pago os bilhetes”. Ainda mais incrédula ficou quando, na paragem seguinte, entrou “um grupo de 50 a 60 pessoas”, entre crianças e monitores, que “também tinham feito reserva de bilhetes”. “Foi o caos total. Crianças na casa de banho, outras sentadas no chão, sem se conseguirem mexer, de mochila às costas. Há uma campanha de sensibilização rodoviária a decorrer. Se eu não respeitar as regras sou multada, mas no comboio acontece uma vergonha destas”, critica Patrícia Martins, que está grávida, sentiu-se com “falta de ar” e também teve necessidade de se sentar no chão junto das crianças. Patrícia Martins disse ser intenção de algumas mães “apresentar queixa junto da CP para demonstrar a sua insatisfação. “Também sou mãe e se soubesse que o meu filho iria sentado no chão de um comboio também ficaria preocupada”, sublinhou. Nas redes sociais, o caso chocou a comunidade internauta, que classificou o caso de “vergonhoso”, “desumano”, “revoltante” e “assustador”. CP fala em “pico” de afluência

Contactada pelo Diário de Leiria, a CP esclareceu que o caso “ficou a dever-se a um pico excecional de pro- cura”, estando a empresa “atenta a situações desta natureza”.

Fonte oficial da CP garantiu que “a segurança encontra-se salvaguardada, uma vez que o pessoal em serviço no comboio, só após efetuar o controlo ao número de passageiros que viajam e assegurar que as condições de segurança se encontram garantidas, dá indicação que é possível dar início à marcha do comboio”.

A mesma fonte informou que para grupos escolares, “a CP dispõe de um serviço para grupos organizados, que durante todo o ano presta um importante o apoio à viagem”, esclarecendo ainda que a “elevada afluência às praias” durante o verão, levou a empresa a tomar “medidas de natureza operacional, que visam obter um melhor ajustamento da capacidade oferecida à procura desta época”.

Para o efeito, explica a CP, “nos comboios habitualmente mais ocupados, a empresa procedeu à substituição das composições de 94 lugares por composições de 164 lugares, o que se refletiu num acréscimo de 70 lugares oferecidos por comboio”.

“Ao número de lugares sentados acresce ainda o número de lugares em pé, uma vez que é permitido viajar de pé nos comboios deste serviço”, informa.

Helena Amaro/Diário de Leiria

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