JC: Qual é a sua bandeira nestas eleições?
FC: É a luta contra a corrupção. A grande maioria das Câmaras está mal por causa da corrupção. Portugal foi à falência em 2011 por causa da corrupção nos bancos. Na Europa a corrupção grassa por todo o lado. Os lobbies dentro da própria Comunidade Europeia quantas vezes tem corrompido comissários e outros altos funcionários. Há uma coisa de que não me podem acusar: é de ser desonesto ou corrupto.
Não tenho dúvidas de que vai haver surpresas, porque a abstenção vai subir muito. Demonstra falta de melhor nível que os políticos deviam ter. Há um grande descontentamento com a classe política.
JC: Afirma-se como candidato do Oeste…
FC: Sou a única pessoa com hipóteses de ser eleito pelo Oeste e distrito de Leiria. Mas é difícil ser eleito. Gostava de fazer uns discursos na Europa como faço nos congressos.
JC: Como analisa o estado do país?
FC: Portugal está mal. Agora sem Passos Coelho estaria pior. Admito que este Governo tenha feito alguns erros, mas no essencial não podia fugir. Mas se lá estivessem outros a governar como agora falam, Portugal estava na falência.
JC: E o estado das Caldas após a sua saída?
FC: A Câmara tem trabalhado bem.
JC: Acha que o atual presidente é mais consensual?
FC: Não sei.
JC: E acha que a Câmara tem capacidade de gestão do Hospital Termal, como se perspetiva?
FC: Preferia que fosse o Estado a gerir, mas alguns ministros da saúde deviam responder pelo crime que fizeram ao hospital. Inclusive o atual. O sr. ministro da saúde não tem a minha simpatia, apoio ou admiração, porque estupidamente fechou o hospital quando lhe fiz uma proposta da Câmara pagar os prejuízos do Hospital Termal. Errou profundamente e não sabe nada de saúde. Não está a cortar gorduras, mas no osso.
JC: Foi nomeado há dias administrador da Valorsul…
FC: Fui nomeado pela Câmara de Loures para representar o Município na Valorsul. Sou contra a privatização. É um erro do Governo. As pessoas vão pagar mais.
“Só podia aceitar uma medalha municipal se fosse por unanimidade”
JC: Apesar de já não exercer nas Caldas, tem estado em algumas cerimónias, como foi o caso da entrega de medalhas municipais no CCC, onde subiu ao palco…
FC: Eu cortei a minha ação política autárquica com as Caldas, mas sou um cidadão que paga cá os impostos. Não estava à espera que me chamassem ao palco para entregar a medalha de homenagem à filha de Rogério Caiado, que foi meu amigo e mandatário numa campanha eleitoral. Também me convidaram para ir à Foz do Arelho, onde foi inaugurado um lar da terceira idade, no qual fui elogiado porque foi uma obra que lancei e deixei dinheiro.
JC: Acha que devia ter o seu nome na obra?
FC: Não quero o meu nome em obras. Só depois de eu morrer.
JC: Acha que devia ter sido um dos medalhados no 15 de maio?
FC: Só podia aceitar se fosse por unanimidade. Parece que não terá havido consenso. Há alguém que tem medo que eu volte às Caldas. Não sei porque não atribuíram mas não quero saber.
JC: É curioso ver quem nas Caldas era seu opositor e agora, a propósito das Europeias, está a apoiá-lo, como é o caso do vereador do CDS-PP, Manuel Isaac, que anda consigo a fazer campanha…
FC: O PSD e o CDS estão em coligação. Fazemos a campanha em conjunto mas cada qual tem os seus candidatos.
Francisco Gomes




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