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“Pontos de Vista” e os impostos para 2015

Francisco Gomes

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Os comentadores de “Pontos de Vista”, parceria Mais Oeste Rádio/Jornal das Caldas, analisaram o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) apresentado há dias e que contém as medidas propostas pelo Governo para cumprir com as metas do défice previsto para 2015 (de 2,5% do PIB). Das medidas anunciadas salientam-se o anúncio da subida da taxa normal de IVA dos atuais 23% para os 23,25%; a subida da Taxa Social Única dos atuais 11% para os 11,2%; a criação de uma Contribuição de Sustentabilidade que vai recair sobre os pensionistas (e que substituirá a Contribuição Extraordinária de Solidariedade) e a reposição de uma parte dos cortes salariais que estão neste momento a vigorar sobre a Função Pública.
José Carlos Abegão, do PS

“São estas medidas adequadas?”, foi a pergunta colocada para debate.

José Carlos Abegão, do PS, manifestou que o Governo “disse que não ia a ver aumento de impostos, mas isto na prática é um aumento. Depois daquela carga grande que tivemos, qualquer aumento faz falta. Quando estávamos todos à espera, sobretudo a restauração, que o IVA pudesse baixar, o Governo continua a mentir, à descarada, e a prejudicar a economia portuguesa”.

“O país está apático e não há reação. Podia-se fazer uma mobilização pacífica para mostrar que não estamos contentes com a situação”, comentou Emanuel Pontes, do MVC.

António Cipriano, do PSD, lembrou que o PSD, CDS e PS “subscreveram o tratado orçamental, que exige que em poucos anos tenhamos um défice de 0,5% e quer queiramos ou não temos progressivamente de reduzir o défice. Temos uma carga fiscal horripilante mas não vejo outras possibilidades”.

Rui Gonçalves, do CDS-PP, sublinhou que “ninguém defende aumentos de impostos, cortes de pensões ou reformas, agora o PS não pode andar por aí fazer crer às pessoas que este governo é formado por um bando de malfeitores que definiram como rumo gastar dinheiro às pessoas, porque o PS de Sócrates trouxe-nos a esta situação”.

“Passámos de uma situação em que as coisas eram provisórias e passaram a definitivas. Isto está a atingir os limites da insanidade, insurgiu-se José Carlos Faria, da CDU.

Para Fernando Rocha, do BE, a carga fiscal “é um esbulho”.

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