A exposição itinerante “Física no dia a dia” é a adaptação de uma exposição de 63 experiências do Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, baseada na obra “A Física no dia a dia” de Rómulo de Carvalho, e já esteve patente em 40 escolas do país no âmbito do programa “O Mundo da Escola”, criado pelo Ministério da Educação e da Ciência, em 2012.
Produzida pela Ciência Viva, a exposição está organizada de forma simples e objetiva e dividida em 32 experiências.
É a partir de objetos do quotidiano que se explicam inúmeros princípios da Física Clássica, trazendo uma nova visão do mundo que nos rodeia. Esta está organizada seguindo a lógica das divisões de uma casa – quarto (experiências sobre luz e visão), sala (experiências sobre luz, visão, som e audição), escritório (experiências sobre eletricidade e magnetismo), cozinha (experiências sobre água: densidade e flutuabilidade) e jardim (experiências sobre ar: pressão) – onde se exploram as principais áreas da Física clássica, a partir de materiais simples, tais como clipes e pregos, espelhos e relógios, chaleiras e balanças de cozinha.
As experiências estão adaptadas a conceitos do quotidiano, como por exemplo questões como a fibra ótica (utilizada na internet e na TV) ou de exames médicos como a endoscopia. Rui Fonseca e Augusto Rodrigues, ambos professores da escola, irão orientar os alunos nas experiências.
Esteve presente na inauguração da exposição Ana Maria Eiró, diretora do programa “O Mundo na Escola”, que destacou a importância de iniciativas na área das ciências e da tecnologia para o desenvolvimento das competências dos alunos, bem como forma de rentabilizar os espaços físicos das escolas e os recursos existentes.
Lançado em outubro de 2012, o programa desenvolveu projetos como duas exposições itinerantes – de insetos e a “Física no dia-dia” – um concurso e aulas abertas nas instalações das escolas, dadas por cientistas. “Ao longo destes dois anos letivos envolvemos mais de cem mil alunos e de oitenta escolas nas atividades”, relatou Ana Maria Eiró, acrescentando que “nesta atividade especifica, o objetivo é ir ao encontro dos alunos e da comunidade, e desmistificar o conceito da física, motivando os alunos a fazerem experiências, pois a experimentação é a base da ciência”, disse.
Ana Maria Eiró considerou que a D. João II “tem boas condições físicas, e os professores da escola são empenhados e vê-se que querem fazer mais pelos seus alunos e pela ciência e tecnologia”.
Fernando Pais, em representação do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, salientou a importância deste tipo de iniciativas que mostram que “a escola pode ser um sítio divertido e dinâmico”, disse.
A inauguração contou com a presença do vereador do pelouro da Educação, Alberto Pereira, e do presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Tinta Ferreira, que se mostrou disponível para apoiar esta e outras iniciativas na área do ensino.
Jorge Graça, diretor da D. João II, espera que esta exposição constitua um polo de atração para a população caldense, dando visibilidade à cidade e ao agrupamento, no fundo “criar uma análise crítica de forma que os alunos e a comunidade em geral queiram experimentar”, sublinhando que “esta exposição vai ao encontro das ideias que apresentamos e defendemos no nosso projeto educativo: um ensino de qualidade, de rigor e exigência, que apela à curiosidade inata dos nossos alunos, que vai de encontro aos seus interesses”.
A escola homenageou o professor de Física e poeta Rómulo de Carvalho, através do painel elaborado por um aluno da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha e que se encontra no espaço da exposição.
O Externato Cooperativo da Benedita acolhe a exposição itinerante entre os dias 7 e 12 de maio.
Inês Lopes









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