“Vamos, assim, avançar apenas com a dragagem do corpo lagunar inferior, numa primeira fase, a qual será complementada no próximo quadro comunitário de financiamento com a dragagem do corpo lagunar de montante”, afirma o Secretário de Estado. “O abandono da solução de construção do dique prende-se com o facto de não preconizar suficiente garantia de êxito, para além dos impactes paisagísticos da mesma. Estamos, por isso, a optar pela solução que se julga mais eficaz, acautelando ao mesmo tempo as preocupações manifestadas pelos autarcas e populações”, sublinha Paulo Lemos.
Para o efeito, vai-se proceder desde já à alteração do projeto, que passará a integrar apenas as ações de dragagem dos canais norte e sul da lagoa e de alguns canais transversais a selecionar pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, o que implicará um investimento que poderá ascender a seis milhões euros, abaixo da solução inicial (com construção de dique).
A definição de uma solução para a Lagoa de Óbidos constituiu desde sempre uma prioridade para o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, promovendo para tal a articulação direta entre a Agência Portuguesa do Ambiente e o Poder Local para se encontrar a melhor solução e ainda com o QREN-POVT, de forma a assegurar a implementação do projeto ainda na vigência do atual quadro comunitário.




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