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Vereador Jorge Sobral renuncia a funções na Câmara não pagas

Francisco Gomes

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Jorge Sobral, vereador do PS na Câmara das Caldas, diz não lhe ser possível “continuar a financiar a atividade que estou a desempenhar na autarquia”. “Transportar-me em carro próprio, perfazendo no mínimo trinta quilómetros diários, pois resido na freguesia de Alvorninha, permanecendo diariamente na sede da autarquia, torna-se uma situação desumana e impossível de sustentar”, argumenta.
O socialista considera ser “uma situação desumana e impossível de sustentar”

Jorge Sobral tinha aceite responsabilidades no Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados, no Conselho Geral da Escola Raul Proença, na Comissão Municipal de Defesa das Florestas contra Incêndios, na Comissão Municipal de Segurança e na Comissão Municipal de Proteção Civil.

Segundo faz notar, “após eleições, com uma nova presidência, era espectável esperar uma disponibilidade maior para trabalhar com todos os elementos eleitos para a câmara, independentemente da sua proveniência partidária. Competindo ao presidente da Câmara a distribuição dos pelouros e dos tempos, aguardámos então o formato que nos seria presente. É da responsabilidade do presidente, fazer os convites, distribuir as responsabilidades, assim como quem deverá assumir tempos remunerados”.

Contudo, os socialistas não receberam pelouros remunerados.

O outro vereador do PS, Rui Correia, lamentou que “continua-se a recusar a atribuição de pelouros em plenitude de direitos e responsabilidades aos vereadores de outros partidos, ao contrário do que acontece com muitos outros municípios do país”, comentando que os dois vereadores do PSD a tempo inteiro têm “um portfolio de competências desconexo e excessivo, impedindo que cada uma das áreas de intervenção por que são responsáveis pequem sempre por incapacidade inevitável de tempo, planeamento e reflexão. A partilha destas responsabilidades com vereadores de outros partidos permitiria outro vagar e outra diligência na prossecução de todas elas”.

Para Rui Correia, “não chegámos ao ponto de ter de pagar para se ser vereador”, manifestando “disponibilidade completa para desempenhar qualquer tarefa autárquica desde que cometida das mesmíssimas condições de trabalho de qualquer outro vereador” do PSD.

O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, respondeu que o convite efetuado ao vereador Jorge Sobral para assumir algumas competências “não pressupunha a atribuição de regime de permanência nem o pagamento de vencimento”.

“Compreendendo as razões invocadas, quero agradecer a colaboração e o trabalho prestado e lamento a renúncia aos pelouros”, afirmou.

Jorge Sobral informou que se mantém disponível para representar o Município no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Raúl Proença. Na sequência da sua posição, foi substituído na administração dos Serviços Municipalizados pelo vice-presidente da Câmara, Hugo Oliveira.

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