A fusão das empresas vai “tornar mais justo o preço que o cidadão paga pela água e pelo saneamento e contribui para sinergias”, que vão “reduzir custos operacionais e tornar as tarifas mais equitativas”, referiu Afonso Faria à agência Lusa.
As alterações a implementar ainda este ano, apontou, incluem a criação de três novas empresas, que ficarão responsáveis pela captação, tratamento e venda de água às autarquias (Águas do Norte, Águas do Centro Litoral e Águas de Lisboa e Vale do Tejo) e que resultam da fusão dos sistemas multimunicipais de abastecimento. Um quarto sistema (Águas do Sul), que corresponde a uma parceria Estado-autarquias, deverá ser também criado.
O presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Carlos Miguel, adiantou à Lusa que está em cima da mesa uma “redução da tarifa na ordem dos 10%”.
As empresas Águas do Oeste, SIMARSUL, SIMTEJO, SANEST, Águas do Zêzere e Coa, Águas do Centro, Águas do Norte Alentejano, Águas do Centro Alentejo e EPAL vão fundir-se num único sistema, designado Águas de Lisboa e Vale do Tejo, com quase uma centena de municípios acionistas.
“Se à partida é favorável a redução da tarifa, há uma grande apreensão com a capacidade de resposta e com a gestão de um sistema com esta grandeza, com tantos sistemas e tantos municípios integrados, em realidades muito diferentes”, alertou.
A Águas do Oeste é detida pela Águas de Portugal (51%) e pelos municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras (49%).



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