Q

CCC cheio rendeu-se aos Dead Combo

Jaime Feijão

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Caldas da Rainha recebeu pela terceira vez um gato pingado e um gangster, ou melhor, Tó Trips e Pedro Gonçalves, os Dead Combo.
Dupla de guitarristas cativou assistência

Dois guitarristas portugueses que estão incrédulos por andarem a encher salas de grande dimensão, mas cuja justificação é simples e chama-se “qualidade”. Não é alheia aqui a projeção que lhes foi dada pelo programa “No Reservations”, de Anthony Bourdain, que os projetou a nível internacional mas, sobretudo a nível nacional onde, tal como eles próprios assumem, eram uma banda de bares e que passou a ser de grandes salas e que parece irreversível, mesmo além-fronteiras.

Quanto ao espetáculo, um bonito cenário retro onde não faltava uma caveira, a mostrar o lado irreverente dos dois artistas que, numa postura de humildade ou quase submissão à música e ao público, a quem só olham de frente no final, para agradecer. Este agradecimento teve de ser feito por três vezes, pois foram dois os encores exigidos pela assistência.

Como repertório escolheram repassar algumas músicas de anteriores publicações e outras do novo disco, chamado “A Bunch of Meninos”, um título que mostra claramente que os Dead Combo, apesar da sua música não ter letras, consegue ser de intervenção, com títulos muito simples e muito concisos, mas que não deixam de ser elucidativos da sua visão do país e do mundo. E já bem perto do final, surge a mais esperada música, aquela que lhes rendeu o estrelato, “Lisboa Mulata”, que empolgou mais ainda a plateia já rendida.

Tó Trips, de saída, disse: “Obrigado por nos aturarem”. O público correspondeu com aplausos, como que a dizer “venham, por favor, deliciar-nos mais vezes”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados