“Face ao descalabro, a autarquia caldense nunca conseguiu encontrar soluções efetivas, nem lidar de forma transparente com o problema, deixando-o ao livre arbítrio e abandono de uma tutela mais preocupada com a austeridade financeira do país do que com a Saúde dos portugueses. Em meados do ano passado, à beira de eleições autárquicas, o então presidente da Câmara em exercício, dr. Tinta Ferreira, procurou precipitar uma solução ambígua, imprudente e potencialmente danosa, baseada em argumentos artificiais, a qual foi travada in extremis pelo MVC e pelas forças políticas da oposição na Assembleia Municipal”, sustenta o movimento.
Segundo o MVC, “nos seis meses que entretanto decorreram, a alegada urgência desapareceu misteriosamente e um manto de silêncio caiu sobre o Hospital Termal. Nos últimos dias, contudo, surgiram notícias de eventuais contactos com entidades privadas e do setor social, sem que o executivo camarário divulgue qualquer informação sobre os mesmos, mantendo os cidadãos caldenses e os seus representantes na Assembleia Municipal alheados e apartados da busca de soluções sensatas e consensuais para o futuro do legado da Rainha D. Leonor”.
O MVC alerta para “a demora e silêncio injustificados na resolução do problema do Hospital Termal”, reafirmando que defende “uma solução consensual, cuidadosa e atempadamente estudada e discutida, sem pressões nem imposição de factos consumados, a qual respeite integralmente a propriedade e o serviço de saúde públicos, assim como o direito legítimo do povo caldense a decidir sobre o futuro do seu Hospital Termal, cuja administração deve ser autónoma, bem como de todo património associado que deve permanecer uno e inalienável”.



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