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Carlos Enxuto realiza 1ª exposição individual

Francisco Gomes

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Após 25 anos a conviver com o barro, o caldense Carlos Enxuto realiza a 1ª exposição individual, patente até 15 de março, na Casa Roque Gameiro – Amadora, de segunda a sábado, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Exposição na Casa Roque Gameiro – Amadora

“A partir de uma tipologia de formas naturais e tradicionais foram nascendo, da rocha vitrificada pelo fogo, uma variedade de objetos, peças, murais e esculturas onde, por vezes se combinam outros materiais que neles se integram como se fossem chamados para lá por insondáveis razões”, refere o ceramista.

Carlos Enxuto nasceu em 1963 nas Caldas da Rainha. Em 1988 iniciou o contacto com a cerâmica no CENCAL e um ano depois criou um atelier com o seu nome, onde desenvolve o trabalho.

Seguiu-se um processo próprio de investigação e experimentação, nas várias áreas da cerâmica de alta temperatura. Esse estudo teve, e continua a ter, como padrão a cerâmica milenar chinesa e também a coreana e a japonesa.

“Todo esse processo de criação e investigação, traduz-se numa pesquisa contínua e fascinante, dele resultando vidrados e engobes de composição pessoal, pretendendo-se uma perfeita simbiose entre as antigas técnicas de trabalhar o barro e uma interpretação escultural contemporânea. É esse o compromisso assumido que abre caminhos para a procura de uma expressão e de uma reinvenção que se expressem numa assinatura de autor com uma identidade própria”, descreve.

Em 1990 recebeu o Prémio Recuperação de “Formas Tradicionais” no concurso de Design Cerâmico, nas Caldas da Rainha. Já participou em diversas exposições coletivas e está representado em várias coleções particulares e nas coleções da Fundação Belmiro de Azevedo e Fundação João Soares.

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