“A partir de uma tipologia de formas naturais e tradicionais foram nascendo, da rocha vitrificada pelo fogo, uma variedade de objetos, peças, murais e esculturas onde, por vezes se combinam outros materiais que neles se integram como se fossem chamados para lá por insondáveis razões”, refere o ceramista.
Carlos Enxuto nasceu em 1963 nas Caldas da Rainha. Em 1988 iniciou o contacto com a cerâmica no CENCAL e um ano depois criou um atelier com o seu nome, onde desenvolve o trabalho.
Seguiu-se um processo próprio de investigação e experimentação, nas várias áreas da cerâmica de alta temperatura. Esse estudo teve, e continua a ter, como padrão a cerâmica milenar chinesa e também a coreana e a japonesa.
“Todo esse processo de criação e investigação, traduz-se numa pesquisa contínua e fascinante, dele resultando vidrados e engobes de composição pessoal, pretendendo-se uma perfeita simbiose entre as antigas técnicas de trabalhar o barro e uma interpretação escultural contemporânea. É esse o compromisso assumido que abre caminhos para a procura de uma expressão e de uma reinvenção que se expressem numa assinatura de autor com uma identidade própria”, descreve.
Em 1990 recebeu o Prémio Recuperação de “Formas Tradicionais” no concurso de Design Cerâmico, nas Caldas da Rainha. Já participou em diversas exposições coletivas e está representado em várias coleções particulares e nas coleções da Fundação Belmiro de Azevedo e Fundação João Soares.





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