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O Acidente Vascular Cerebral

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Sendo uma das maiores causas de morte em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) não só mata, como é responsável por provocar incapacidades na pessoa, limitando a sua autonomia e aumentando o seu grau de dependência.

Sendo uma das maiores causas de morte em Portugal, o acidente vascular cerebral (AVC) não só mata, como é responsável por provocar incapacidades na pessoa, limitando a sua autonomia e aumentando o seu grau de dependência.

O AVC caracteriza-se pela diminuição súbita do aporte de sangue no cérebro e pode acontecer por dois mecanismos. Quando existe uma obstrução de uma artéria cerebral, impedindo a passagem do sangue, o que se denomina de AVC Isquémico, ou então quando uma artéria cerebral rompe, acabando o sangue por provocar uma hemorragia local, denominando-se um AVC Hemorrágico.

Os dois tipos de AVC’s causam sintomas imediatos e que facilmente podem ser indicativos do diagnóstico, nomeadamente dificuldade súbita em mexer, perda da sensibilidade ou dormência de uma perna ou braço ou ambos de um dos lados do corpo, desvio da boca para um dos lados, dificuldade em falar e perda súbita de visão.

Estes sintomas podem ser discretos ou mais intensos consoante a gravidade e extensão da lesão provocada pelo AVC, contudo poderá ocorrer a reversão completa dos sintomas em menos de 24 horas e neste caso, estamos perante um Acidente Isquémico Transitório (AIT), ou seja, ocorreu uma diminuição do aporte de sangue no cérebro temporariamente. Os AIT’s devem ser encarados como um sinal de alarme que algo não está bem e deve ser vigiado.

São inúmeros os fatores que contribuem para a ocorrência de um AVC, sendo a maioria deles controláveis. Não podemos mudar a genética, o sexo, a idade, nem os antecedentes familiares. Contudo controlar doenças que aumentam o risco de ocorrer um AVC, como a diabetes, o colesterol alto, a hipertensão arterial, arritmias e insuficiência cardíaca, fazer atividade física regular, manter uma alimentação saudável e evitar fumar, são fatores controláveis que devem ser tidos em conta.

O tratamento do AVC Isquémico passa por medicação trombolítica para destruir o coágulo que impede a passagem do sangue, já no AVC Hemorrágico, o tratamento pode implicar cirurgia para extração do sangue, remover o coágulo que possa ter causado a rutura e aliviar o excesso de pressão dentro do cérebro causado pela hemorragia, bem como o uso de medicamentos para tratar a pressão arterial elevada, crises convulsivas ou infeções.

Quanto mais precoce for a identificação dos sintomas e início do tratamento menos graves serão as sequelas ou até mesmo a morte que pode ser evitada. O processo de reabilitação pode ser longo, dependendo das características do próprio AVC, da região afetada, da rapidez de atuação e do apoio que a pessoa tiver. O AVC é uma doença que pode provocar alterações profundas na vida da pessoa, da sua família e das pessoas que dela cuidam. A pessoa, antes totalmente funcional, pode tornar-se totalmente dependente física e financeiramente de seus cuidadores. Uma vez acamada, pode desencadear outras complicações, como úlceras de pressão e pneumonia.

Lembre-se sempre que apostar na prevenção é ganhar qualidade de vida!

Enfermeiro Especialista

Miguel Miguel

Para sugestão de temas / esclarecimentos: miggim@sapo.pt

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