A visita ao Centro Hospitalar do Oeste (CHO), onde o líder do PS primeiro visitou o hospital local das Caldas e depois seguiu para o hospital de Torres Vedras (que conjuntamente com o de Caldas da Rainha integra o CHO) está inserida numa iniciativa nacional de deslocação a várias unidades de saúde, com o objetivo de conhecer a realidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O socialista disse que depois da visita ao CHO vai fazer um levantamento da situação, para que possa contribuir para que os cuidados das unidades de saúde do CHO “melhorem” porque “não é bonito ouvir uma doente dizer que está há mais de dez dias a viver no corredor do hospital”. Para o socialista a prioridade neste momento é “ter recursos humanos, médicos e enfermeiros que possam cuidar bem das pessoas” e mais positivo será “se isso puder ser feito com condições hoteleiras”, adiantou.
Revelou estar “insatisfeito” com a saúde em Portugal por haver “cortes” diminuindo a “qualidade na prestação dos cuidados”. “Há muito a fazer no nosso país e eu quero contribuir com voz e soluções para que os portugueses tenham melhores cuidados de saúde”, disse, recordando que na sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, introduziu o tema da saúde e passadas poucas horas o ministro da Saúde “respondeu positivamente dizendo que eventualmente iriam abrir os centros de saúde até às 22h”.
António José Seguro mostrou-se também preocupado com os problemas sociais, nomeadamente dos idosos, que “têm cada vez menos recursos e rendimentos, aos quais o Estado tem de dar resposta, “para que as pessoas sejam tratadas de forma adequada”.
Em defesa de projeto para desenvolver termalismo
Questionado sobre a situação do Hospital Termal das Caldas, o líder do PS disse que a sua posição é que Caldas da Rainha e as Termas “estão associadas e fazem parte de uma mesma entidade”. “Quem quiser ter uma ideia estratégica para desenvolver Caldas da Rainha precisa ter uma ideia muito concreta para desenvolver o termalismo”, sublinhou António José Seguro, que é da opinião que isso não tem acontecido porque “não há visão das entidades locais, nomeadamente da Câmara Municipal, e nem sempre os Governos nacionais souberam acompanhar e dar a atenção devida a este projeto”.
Quanto à concessão da água termal, que pode vir a ser atribuída à Câmara das Caldas, o líder do PS disse que é “imprescindível que a autarquia, tenha lá a presidência que tiver, seja associada a um projeto de desenvolvimento”. “Considero que possa existir um conjunto de outras entidades, até privadas, que possam participar nesse projeto em parceria com a Câmara”, adiantou António José Seguro, sublinhando que “o mais importante agora é definir o que se pretende fazer e depois montar a estrutura para o concretizar”.
Jaime Neto, porta-voz da Comissão de Utentes Juntos Pelo Nosso Hospital, que acompanhou a visita de António José Seguro ao hospital das Caldas, disse à imprensa que passado um ano da fusão é altura do Conselho de Administração (CA) apresentar o relatório de Gestão e Contas. “O CA veio apresentar números mas não há um relatório transparente aberto para que possamos consultar os números”, apontou o porta-voz, revelando que esse relatório “já foi pedido em reuniões que tivemos como elementos do CA”.
Jaime Neto revelou que recebeu uma comunicação do CA a solicitar uma reunião para a “comissão apresentar as suas ideias”. No entanto, o CA negou à Comissão de Utentes a possibilidade desse encontro ter a presença de representantes da Ordem dos Médicos, enfermeiros e do ACES Oeste Norte.




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