Os participantes “deram asas à imaginação e há uma grande criatividade, em alguns casos com materiais reciclados que permitem um aproveitamento pedagógico”, referiu Eduardo João, comissário da exposição.
“O principal objetivo era reanimar o mercado local e ajudar a escoar o produto. Alguns fizeram o presépio como complemento da reforma”, relatou. Foram reunidos 2540 presépios. O maior de todos pertence a Américo Barros, de 78 anos. Ocupa quatro metros quadrados e tem 2,80 metros de altura. É animado.
“Sou um apaixonado pelo natal, desde 4 anos, quando uma senhora de 90 anos me ofereceu um menino jesus. A partir daí comecei a fazer presépios no canto da cozinha ou do quarto. Elogiam-me mas também há quem desconfie que não fui eu que fiz, duvidando da minha figura”, contou.
Existem artesãos no local a trabalhar ao vivo, como Paula Clemente, Cristina Carreira, José Tanganho, Anabela e Nuno Justino.
“As pessoas deixam sugestões, por exemplo, para colocar o menino ao colo de São José e não no colo de Maria. Já fiz isso e tem grande procura, porque é original”, descreveu Paula Clemente.
Esta mostra tem captado a atenção de colecionadores nacionais e estrangeiros e têm sido muitos os visitantes, de vários pontos do país.
Maria do Rosário, de Abrantes, considerou que estão ali “trabalhos lindíssimos”. “É um espetáculo e vale a pena vir ver”, afirmou.
Francisco Gomes (texto)
Carlos Barroso (fotos)













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