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O orçamento e plano da Câmara das Caldas para 2014 na ótica da CDU

CDU das Caldas da Rainha

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Tendo em conta a “nova dinâmica”, era de esperar um orçamento mais ambicioso, apostando mais no investimento (48,6%), continuando este muito dependente de verbas de difícil concretização. As ilusões pagam-se caro, tendo em conta a situação dramática em que os portugueses e o país vivem, fruto das políticas de direita deste Governo PSD/CDS e das imposições da Troika, penalizando os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os micro, pequenos e médios empresários e beneficiando o capital financeiro (Banca) e os grandes grupos económicos. Face a isto, era de esperar mais do executivo camarário em áreas tão importantes como o desenvolvimento económico (Indústria, Agricultura e Turismo), na Cultura, na Habitação Social, na Juventude, na Defesa do Meio Ambiente (Lagoa de Óbidos) e no Apoio aos Desempregados.

Sobre as receitas é de salientar que têm diminuído desde 2010, atingindo o seu ponto mais baixo, sendo de prever ainda, uma diminuição, o mesmo acontecendo com as despesas.

Do Plano que nos é apresentado, gostaríamos de evidenciar alguns aspetos que reforçam as considerações que fizemos anteriormente.

Na área da Cultura, continua a preocupar-nos a indefinição do futuro das instalações adquiridas à Fábrica Bordalo Pinheiro para “atelier” e onde nada aconteceu até hoje, a não ser abandono e vandalismo.

Saudamos as obras previstas de Beneficiação da Biblioteca Municipal.

Salientamos o adiamento de obras como o alargamento do Museu da Cerâmica, construção do Teatro da Rainha e a criação da Carta Cultural Concelhia.

Continua a surpreender-nos a pouca atenção que se dá ao Ensino Superior

Em relação ao Desporto, depois de 6 anos parece que será desta que o Pavilhão da Mata terá a sua merecida beneficiação.

No entanto, continuamos a defender e a achar importante a dinamização do desporto em todo o concelho através de animadores desportivos.

Na área dos Apoios de Âmbito Social é pena que se adie a ajuda ao Jardim de Infância do Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor.

Na Saúde continua adiada a construção do Posto de Vacinação Médico-Veterinário.

Na Habitação Social os passos dados são muito tímidos, mostrando a pouca sensibilidade do Executivo para investir nesta área.

A recuperação do Parque Habitacional da Zona Histórica, continua a merecer pouca atenção do Município, ficando a cargo dos proprietários sem quaisquer apoios.

Também, continua a ser preocupante a falta de soluções para o número importante de construções inacabadas.

Mais uma vez aparece mencionado o Parque Urbano, mas só para “inglês ver”.

Saudamos que se tenha ido rebuscar ao baú dos esquecidos o Plano Estratégico e que desta seja para implementá-lo pois se o tivessem feito, muita coisa seria diferente para melhor.

Na Urbanização aparecem finalmente inscritos os arranjos das estradas norte e nascente da cidade, mas as verbas indicam que só se irão concretizar no próximo ano.

A 1ª Circular aparece inscrita mas não é para avançar. É preciso coragem para resolver um problema que se arrasta ao longo dos anos.

Também a Avenida Timor Lourosae necessita de solução, é só para lembrar.

Em boa hora falámos tantas vezes nos cemitérios da cidade e do seu estado, fizemos bem pois fomos ouvidos.

Quanto ao Parque de Feiras e Mercados fica mais uma vez para o ano. Pode ser que seja também não estarmos de acordo com a compra do edifício da ADIO, por tudo o que envolve este negócio e pelas dúvidas que têm vindo a público.

Quanto às Zonas Industriais pela sua importância, gostaríamos de ver esta questão discutida mais profundamente ligada, porque não, ao Plano Estratégico.

Finalmente, vão-se criar melhores condições de trabalho para os deputados municipais. Fico satisfeito, depois de tanto insistir.

Agora, fica a faltar um Gabinete para os partidos e movimentos de oposição.

Estes são um Orçamento e um Plano com pouca “Dinâmica”, mas pode vir a melhorar se a maioria der mais atenção às propostas da oposição.

Entretanto, continuamos ainda a ter uma cidade e um concelho pouco limpo, com um estacionamento anárquico, com muitas habitações degradadas ou inacabadas, com muitas ruas mal iluminadas, o que transmite um sentimento de insegurança e com as questões do trânsito por resolver. Vamos esperar pelo fruir das obras de regeneração urbana para ver como tudo vai ficar.

Em resumo, continua a ser pouco visível uma estratégia para colocar a cidade e o concelho no local que merece (não nos arredores de Óbidos), atrair novos investimentos com vista à criação de emprego, divulgar as nossas potencialidades junto dos operadores turísticos, promover a mobilidade urbana, valorizar e qualificar as entradas da cidade, tornando-a mais atrativa para que os que nos visitam e com melhor qualidade de vida para os residentes, porque é para eles, em primeiro lugar, que nós temos de trabalhar.

CDU das Caldas da Rainha

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