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“Que prenda gostaria que as Caldas recebesse neste Natal?”

Cátia Nunes/Rita Correia

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O JORNAL DAS CALDAS saiu à rua e foi falar com as pessoas naturais do concelho, confrontadas com a questão: “Que prenda gostaria que o seu concelho recebesse neste Natal?”. As respostas foram diversificadas, mas a palavra “crise” saiu da boca de toda a gente. Esta, ao que parece, será presença assídua na ceia familiar que se realiza nesta época natalícia.
Vítor Reis

Armando Marques tem 62 anos, é reformado da PSP e neste Natal gostava que o seu concelho tivesse um bom parque de estacionamento porque, segundo ele, “é incompreensível que não haja sítio para se estacionar no centro da cidade”.

Quanto ao Natal, Armando revela que poderá ser um bocadinho pior que o do ano passado porque, no geral, a crise influencia muito: “Há pessoas a quem a crise afeta de uma forma drástica”.

Não sabe ainda se vai oferecer presentes neste Natal. “Não há crianças pequenas em casa, os filhos já são adultos”, aponta, mas diz que provavelmente dará umas pequenas lembranças.

O Luís tem apenas 11 anos e é estudante, mostra ser altruísta quanto aos presentes e, a pensar nos outros, aquilo que gostaria que a sua cidade recebesse como prenda seria a remodelação das casas que estão abandonadas e gostava que se fizessem “parques para as crianças mais pobres”.

O Natal será passado em família, mas para o Luís este ano será um bocadinho diferente “por causa da crise”, que “afeta toda a gente” e, por isso, põe a possibilidade de receber menos presentes.

Até os mais novos estão conscientes de que, por causa da crise, as dificuldades são cada vez maiores.

Vítor Reis tem 59 anos e é aposentado. Para a cidade gostava que tivesse mais parques naturais, mais árvores, mais jardins, e de uma forma geral, que estivesse mais ligada à natureza.

A crise não é só de agora e já no ano passado foi sentida por Vítor, assim revela que o seu Natal “não terá grandes diferenças”, até porque como ele próprio diz, já teve de fazer contenção nos outros anos e este será igual.

Quanto aos presentes que vai oferecer, revela que não serão muitos.

Érica tem 10 anos, anda na escola e gostava que a sua cidade tivesse como prenda “paz, sossego e não tivesse tanta crise”.

Diz que o Natal, no geral, será certamente diferente “porque as pessoas já não têm tanto dinheiro como tinham antes”, e revela que o seu, possivelmente, também será condicionado por este fator.

“Crise” é definitivamente a palavra que se ouve mais e a Érica acha que os seus presentes serão menos este ano, mas ela também manifesta que isso não é grave pois, o importante é estar em família e, em tempo de contenção, “um beijinho chega bem”.

Glória tem 70 anos e é proprietária de uma loja de roupa. Para este Natal gostava houvesse mais poder de compra e mais gente empregada.

A crise afeta o Natal e este será um pouco diferente dos outros anos. Os seus presentes serão “para os netinhos” e serão em dinheiro pois, diz, “os miúdos agora já têm tudo”.

A loja de Glória também tem sofrido com a crise e, mesmo em época de Natal, está a vender cada vez menos.

Maria Helena tem 58 anos e é cabeleireira. Gostava que o Pai Natal passasse na cidade para dar “mais jardins, mais espaços verdes e uma urbanização bonita”.

Para a distribuição de presentes, Maria Helena não recorrerá a excentricidades será “pouca coisa, mas boa”, tal como o Natal que será passado em família e não terá grandes mudanças quanto ao ano anterior.

A crise já não é de agora e o controlo dos gastos que já foram feitos em anos anteriores prolongam-se por, pelo menos, mais um ano.

Natural de Caldas da Rainha, Francisco tem 11 anos e é estudante.

Revela que o seu desejo para este natal é que a cidade seja dominada pela paz propícia desta época.

Acerca do seu natal, diz que este ano será um pouco diferente devido à ausência do pai e afirma que a crise irá afetar na medida em que irá receber menos presentes do que no ano anterior.

Residente nas Caldas, Francisco Ferreira, de 52 anos, encontra-se de momento sem emprego e ofereceria à cidade felicidade e desenvolvimento, pois deseja que os munícipes caldenses andem mais animados e que isso se reflita no desenvolvimento da cidade.

Quanto ao seu natal, Francisco revela que será igual à do ano anterior. O mesmo se passa também a nível dos presentes que irá oferecer. Afirma que “a crise já vem do passado e já estamos todos adaptados”.

Henrique Paulo, de 33 anos, natural das Caldas, é empregado de armazém e demonstra o seu desagrado com a Câmara das Caldas, fazendo o seu pedido de natal para o concelho: um novo presidente da Câmara.

Em relação ao seu natal, considera que irá manter a sua situação em relação ao ano anterior. Mesmo a nível de presentes não haverá grandes mudanças.

Carla Correia, de 37 anos, natural de Caldas da Rainha, exerce a profissão de cabeleireira há quase duas décadas.

Revela que o presente que gostaria de oferecer ao seu concelho seria a melhoria das condições do comércio e, com isto, que os munícipes das Caldas voltassem a ter poder de compra.

Em relação ao seu natal, será igual ao do ano anterior e não nota diferenças a nível dos presentes.

Carolina, de 10 anos, aluna na escola D. João II e residente nas Caldas, admite que o presente que ofereceria à cidade seria precisamente “presentes a todas as pessoas”, para que aquelas que atravessam um período difícil passassem este natal mais felizes.

Quanto ao seu natal, Carolina diz que será igual ao dos anos anteriores, mas considera que a crise afetou a nível dos presentes e, com isso, irá receber menos.

Vanessa Garcia, estudante de 19 anos da Escola Secundária Raul Proença, residente nas Caldas, revela que o presente que ofereceria à sua cidade neste Natal seria mais oferta de emprego.

Afirma que a crise afetou muito o seu Natal, mas que esta situação já se vem a repetir nos últimos anos. Devido a este fator, revela que será um Natal mais contido relativamente aos presentes que irá oferecer.

Cátia Nunes/Rita Correia

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