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Câmara das Caldas altera estrutura orgânica

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A Câmara das Caldas alterou a sua estrutura orgânica, tendo decidido autonomizar algumas áreas de atuação do Município, designadamente a educação e recursos humanos, “as quais pela sua complexidade, justifica que sejam dotados de um dirigente”, indicou o presidente da autarquia, Tinta Ferreira. Nestes termos, foi previsto mais dois lugares de dirigente intermédio de 3º grau.

Procedeu-se à eliminação da Divisão de Ambiente, foram criados três Gabinetes e eliminados os Gabinetes de Apoio Pessoal e de Apoio à Presidência e Vereação.

A deliberação foi tomada por maioria do executivo camarário, com quatro votos a favor e um voto contra. Votaram a favor o presidente da Câmara, o vice-presidente Hugo Oliveira e os vereadores Maria da Conceição e Jorge Sobral. Votou contra o vereador Rui Correia, considerando que o novo organograma da Câmara Municipal das Caldas da Rainha é “uma revisão que obedece exclusivamente a critérios de arrumação administrativa e não integra qualquer esforço em preparar os serviços da Câmara para os principais desafios que se colocam a o nosso concelho nos próximos anos”.

“Cumpre enaltecer a integração de algumas alterações propostas pelos vereadores do partido socialista em anos anteriores e que suprimem situações caricatas como a inexistência da educação, setor que movimenta uma grossa porção do orçamento municipal, a assunção do departamento de informática como uma estrutura transversal – e que fica agora, como propuséramos, diretamente dependente do sr. Presidente da Câmara – ou a existência de gabinetes de apoio pessoal cujas competências se revelavam ou equívocas ou redundantes”, declarou.

Contudo, ressalvou que “estes passos, indispensáveis, são curtos. À semelhança do que acontece em numerosas câmaras municipais de igual dimensão, tornara-se urgente proceder a uma revisão quase integral do sistema hierárquico da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, obsoleto por ter sido criado, concebido e sucessivamente aprovado desde os anos 80. Ora, no momento em que podemos proceder à reestruturação dos diversos ramos da administração municipal, cumpriria que uma forte visão política sustentasse o novo organograma integrando de forma funcional a reabilitação urbana, o termalismo, a agricultura, imagem e comunicação, juventude, cultura, turismo, relações internacionais e comunitárias, comunidade – cidadania e participação, como elementos chave para uma visão contemporânea e ativa do futuro a nossa comunidade. Nada disso é proposto”.

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