“A equipa de Rua Porto + Seguro está há mais de dez anos ao serviço da população local, na prevenção de riscos e minimização de danos derivado do consumo de drogas. A comunidade local conhece bem a importância do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, que é aliás sublinhado pelas entidades de tutela nas sucessivas avaliações que têm sido feitas. Mas como começa a ser habitual, em cada final de ano, levanta-se outra vez o espectro do fim, por ausência de financiamento”, descreve Rogério Cação, presidente da direção da Acompanha – cooperativa de solidariedade social, entidade promotora.
Segundo este responsável, “a inexistência de qualquer indicação ou orientação por parte do governo nesta matéria, e designadamente por parte do serviço do ministério da saúde que tutela esta área, o SICAD, levanta legítima preocupação sobre a continuidade deste recurso de inegável relevância social para a nossa comunidade penichense, no que diz respeito à intervenção nas toxicodependências e comportamentos aditivos”.
A Equipa de Rua “Porto Mais Seguro” não tem financiamento garantido para o próximo ano e, de acordo com a Acompanha, ver-se-á obrigada a cessar a atividade, caso não seja tomada em tempo uma decisão sobre o assunto.
Nos dez anos de intervenção que já conta no seu currículo, já trocou mais de 93 mil seringas, efetuou cerca de três mil encaminhamentos para estruturas sociais e de saúde e desenvolveu centenas de ações de sensibilização quer junto de escolas, quer junto de locais de consumo e de divertimento noturno.
Francisco Gomes



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