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Mercearia Pena mostra especiarias avulso em direto no “Querida Júlia” na SIC

Marlene Sousa

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A apresentadora Ana Marques esteve no passado dia 25 na Mercearia Pena, nas Caldas, onde fez um direto sobre as especiarias vendidas avulso, para o programa “Querida Júlia”, transmitido na SIC.
Ana Guerra responsável pelas Aveianas, Ana Marques, apresentadora da SIC, e Rui da Bernarda responsável pela Mercearia Pena

“O programa de hoje é sobre gastronomia e sei que a produção estava à procura de uma mercearia que vendesse especiarias avulso e parece que esta é a única no país, então viemos de Lisboa até aqui justamente para falar disso”, disse Ana Marques, em declarações ao JORNAL DAS CALDAS.

Para a apresentadora, é importante enaltecer o comércio tradicional que sobreviveu a várias crises e porque hoje é “um símbolo importante para os turistas que visitam Portugal”.

Rui da Bernarda, responsável pela Mercearia Pena, ficou satisfeito por terem escolhido o seu estabelecimento para o direto, uma vez que vê reconhecido o seu trabalho, que é sobretudo “dedicado a dar qualidade ao cliente”. “A produção do programa contatou-nos para fazer o direto porque queriam uma loja que vendesse as especiarias avulso como se vendiam antigamente, não encontraram nada em Lisboa e vieram até Caldas da Rainha porque lhes tinham indicado a Mercearia Pena”, explicou o empresário.

Para o programa que passou em direto por volta das 17h30, Rui da Bernarda mostrou a vasta gama de especiarias que continua a vender avulso, como o açafrão, erva doce, caril, pimentão doce, pimentas, noz moscada, alecrim, entre outras. No programa destacaram como as especiarias são essenciais para dar aos pratos aquele toque diferente e especial.

O responsável pela Mercearia Pena falou ainda em direto sobre a sua especialização em cafés, nomeadamente o café D’avó, que tem uma mistura de chicória e que continua a ser o número um da loja. Mostrou também a seleção das melhores origens de café, referindo que “são moídos na hora e em frente ao cliente”.

Ao JORNAL DAS CALDAS, Rui da Bernarda referiu que estão a entrar na época dos frutos secos, destacando a variedade e qualidade que há no seu estabelecimento. “Esta semana é uma altura forte na venda dos frutos secos, nomeadamente no dia de Todos os Santos, onde as pessoas aproveitam para degustar os primeiros da época”, disse.

Bolachas aveianas já são um sucesso

Decorreu ainda neste dia na Mercearia Pena uma degustação de bolachas artesanais de aveia criadas por um casal de Leiria (Bruno e Ana Guerra), que simplesmente gostam “de comer coisas boas”. Ana Guerra mantém amizade com Rui Bernarda, que depois de provar as bolachas “deliciosas” as quis vender no seu estabelecimento.

“O que a Mercearia Pena tem vindo a desenvolver é precisamente a divulgação dos nossos produtores locais, mais pequenos, que por terem menos volume em temos de fabrico, conseguem mais qualidade. No fundo é esse tipo de produtos artesanais que privilegiamos para estarem aqui no nosso espaço”, apontou o empresário. “A inovação, produtos, sabores, aromas e texturas diferentes é fundamental para que uma loja com 105 anos se mantenha no mercado”, sublinhou Rui da Bernarda.

Ana Guerra participou no Bazar à noite nas Caldas e já tem uma paixão pela cidade. Na Mercearia Pena esteve a divulgar as suas “Aveianas”. Começou a fazer as bolachas para a sua menina e adorava receber os amigos em casa com uma chávena de café e bolachas. Entretanto ficou desempregada, e como não é de “estar parada” decidiu apostar nas bolachas “como um negócio familiar”. É Ana, com ajuda do marido, sogro, mãe e irmão, que as confeciona, uma a uma, de forma artesanal. “Há cerca de um ano criámos a empresa dentro das normas que é preciso e o negócio foi crescendo e as Aveianas já se encontram à venda em vários estabelecimentos do país”, disse a empresária, adiantando que “nenhuma saiu para a rua sem ser muito pensada e ensaiada”.

São de aveia, não têm farinha nem ovo, o que varia é o sabor e a semente. A primeira criação do casal de Leiria foram as de sementes de sésamo preto e branco e canela. Depois surgiram as de noz e sementes de linhaça, as de gengibre, especiarias, orégãos e sementes de abóbora e as de chocolate, laranja, hortelã e sementes de girassol. “O meu marido, que é professor, é que é o cérebro da receita”, apontou Ana Guerra, referindo que fazem as bolachas como se tivessem a fazer sushi, “com um pouco de água quente e um pano”.

Criaram ainda um snack intitulado “Aveiana do sal” e prometem mais novidades para a altura do Natal como aveianas feitas com açúcar mascavado.

No sábado, teve lugar naquele espaço comercial um evento de degustação dos biscoitos artesanais Riscos. Estes têm sabor a limão, crocante de sésamo, crocante de girassol e com cravo e canela. Os Riscos orgulham-se da sua parceria com a APPACDM, instituição de apoio ao cidadão com deficiência, que produz os biscoitos integrando no projeto vários dos seus utentes e funcionários.

Marlene Sousa

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