“É um excelente jantar”, comentou Tinta Ferreira, sublinhando que “houve uma adesão enorme” ao seu projeto, consumado no facto de ter 818 candidatos na lista apresentada ao tribunal. “É possível desta vez conseguirmos o pleno [conquistando a freguesia de Santa Catarina]”, manifestou.
O presidente da Câmara em exercício, depois de cumprimentar os elementos da sua lista, começou por responder às recentes críticas da oposição sobre as iniciativas desenvolvidas nos últimos meses: “Tomei posse como presidente no dia 1 de junho deste ano. Queriam que ficasse parado?”.
Após elencar um conjunto de obras que, sob a sua gestão, foram concretizadas, sustentou que “estamos com uma situação financeira sólida”.
Tinta Ferreira apontou como prioridades “ter o hospital termal aberto e dinâmico, para ser a primeira unidade termal do país, ter a Lagoa de Óbidos desassoreada e ter a Linha do Oeste com ligação em 1h15 até Lisboa”.
“Vamos resolver estes três problemas em oito anos”, prometeu. Adiantou também que irá aumentar a delegação de competências às freguesias.
Sobre a pré-campanha, considerou que “correu bem”. “O PS nas Caldas não se reconhece no candidato. Muita gente do PS tem manifestado apoio a minha candidatura”, referiu.
“O CSD não deu nestes quatro anos provas de contributo para a atividade municipal”, acusou.
O candidato alertou, contudo, para os simpatizantes “terem cuidado com a abstenção. “É completamente diferente ganhar com uma votação mais baixa do que reforçada, que nos dá mais alma para trabalhar”, considerou.
Fernando Costa, que é presidente da comissão de honra da candidatura de Tinta Ferreira, ficou agradado com a moldura humana no Arneirense. “Este partido continua bem vivo nas Caldas da Rainha. Não tenho dúvidas que vamos recuperar o quinto vereador”, afirmou.
“Tinta Ferreira vai ser tão bom ou melhor do que eu. Consegui deixar o partido bem entregue, em harmonia”, declarou.
“Não acredito no candidato do PS e muito menos no candidato do CDS. Caldas não deve cair em aventuras, daqueles que falam do que não sabem. O candidato do CDS pode ser um excelente agricultor. Sabe tratar de animais mas não sabe entender as pessoas. Não caiam na loucura de fazer outra opção”, disse Fernando Costa, que revelou a intenção de entregar a direção do PSD local a Tinta Ferreira.
O autarca caldense, que concorre agora em Loures, acabou por se irritar quando no meio do seu discurso ouviu alguns assobios supostamente dirigidos da mesa onde estavam elementos da JSD.
Aplausos recebeu Luís Ribeiro, nº2 da lista à Assembleia Municipal (o cabeça de lista, Lalanda Ribeiro, teve um problema de saúde e não participou no jantar), quando se referiu à participação das mulheres na lista de Tinta Ferreira.
“Não é o PSD que vai ganhar as eleições. São as populações do concelho, que vão eleger os melhores autarcas, que estão nas listas do PSD”, sublinhou.
“De um lado temos a esquerda radical, com um discurso enlatado. Temos um movimento independente que de independente tem pouco. É um projeto pessoal. O CDS recusou coligar-se porque queria mais lugares. Vão-se arrepender. Desta vez nem vão conseguir um vereador na Câmara”, disse Luís Ribeiro.
Sobre o candidato do PS, Luís Ribeiro contestou as suas acusações de que “o PSD fez zero”. “Desconhece as infraestruturas construídas no concelho. É um zero à esquerda”, retorquiu.
A deputada Maria da Conceição, membro da comissão política nacional do PSD, ajudou na crítica ao candidato do PS. “Quem esteve na Câmara foi eleito pela população, não foi por decreto da Assembleia da República. A população sempre soube escolher aqueles que quis para liderar o concelho”, frisou.
Marco António Costa, convidado especial, coordenador autárquico do PSD, deu os parabéns a Fernando Costa “pelo que representou para o partido nas Caldas” e Tinta Ferreira “pelo novo ciclo e nova dinâmica”.
Paulo Espírito Santo, presidente da JSD local, afirmou que “é o maior jantar do PPD/PSD das Caldas da Rainha”, elogiando as qualidades do candidato à Câmara e o trabalho no pelouro da educação.
Abílio Camacho, em nome dos candidatos das juntas de freguesia, apontou que o Arneirense “tem sido talismã para o PSD”, dirigindo uma mensagem de apreço pelos presidentes de junta que por lei não se podem recandidatar.
“Estou muito satisfeito por fazer parte desta equipa. Desta vez vamos fazer o pleno”, comentou.
Francisco Gomes






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