A viatura ficou capotada no meio da estrada, em Casais da Cortiçada, cerca das 21h15 de sábado. As autoridades e as equipas de socorro depararam-se com a vítima no lugar do pendura. Tinha o cinto colocado e não apresentava sinais de vida. Ainda foram efetuadas tentativas de reanimação, mas sem sucesso. Hernâni Duarte, divorciado, residente em Arneiro de Tremês, Santarém, foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras para ser autopsiado.
Do condutor, nem sinal. “À nossa chegada não estava presente. As equipas de socorro fizeram busca nas imediações na possibilidade de ter sido projetado do carro, mas só encontraram vestígios de sangue”, relatou o adjunto de comando dos bombeiros de Rio Maior, Luís Coelho.
Tinha deixado os documentos no carro e só apareceria na manhã seguinte no posto da GNR da Batalha, a dezenas de quilómetros de distância. O homem, de 32 anos, residente em Abrã, Alcanede, funcionário de uma oficina de pneus em Rio Maior, alegou que tinha ficado “confuso e com amnésia” após o acidente. Na altura tinha saído do local apanhando “boleia de um camionista”, contou às autoridades, que o informaram do que se tinha passado.
Era amigo da vítima, com quem tinha ido a uma festa em Abitureiras, aldeia de Santarém, tendo perdido o controlo da viatura após uma curva na estrada municipal 583 entre Correias e Outeiro da Cortiçada.
António Inácio, amigo de Hernâni Duarte, chora a sua morte. “Ele não tinha meios e passava fome e eu ajudava-o nas refeições. Toda a gente na aldeia gostava dele. As pessoas estão chocadas”, contou.
Segundo relatou, o condutor, de quem também é amigo, “disse-me que após o acidente não se lembrava de nada”.
Francisco Gomes





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