Pretende criar incentivos municipais à instalação de novas empresas e se for eleito irá criar o “gabinete positivo” com o objetivo de apoiar os novos investidores. “É ainda fundamental simplificar e acelerar os processos de investimentos, que no município de Caldas da Rainha demoram inexplicavelmente muito para além do que a lei determina”, apontou Manuel Isaac, acrescentando, que com o gabinete “o empresário terá resposta numa semana”.
“Por incompetência da gestão camarária atual”, critica a Câmara por não ter um levantamento de terrenos camarários na chamada “zona industrial”. Alega que há seis meses solicitou esse levantamento, na qualidade de atual vereador, continuando a aguardar a sua entrega. “O arquiteto da Autarquia disse-me que esse estudo estava feito. Esteve duas vezes em reunião de Câmara e esta semana por espanto meu foi retirado pelo vereador Hugo Oliveira da ordem de trabalhos da Câmara Municipal”, disse o candidato centrista, que considera esse estudo importante para se poder começar a requalificar a Zona Industrial.
“Câmara dificulta processos de investimento”
Manuel Isaac acusa a Câmara de dificultar os processos de investimentos para o Concelho, dando o exemplo de um empresário da Benedita que comprou um terreno na Zona Industrial para a criação de uma fábrica de bolachas e o seu projeto foi indeferido. “Toda a gente fala em captar investimento para as Caldas da Rainha e esta Autarquia faz o contrário”, criticou Manuel Isaac, que questionou a câmara a semana passada sobre esta questão e alegou que lhe disseram que o “empresário tinha desistido”. “A versão do empresário é que a Câmara pôs em causa os esgotos”, disse o cabeça de lista do CDS-PP.
Manuel Isaac defendeu ainda para a Zona Industrial a instalação de agroindústrias.
O candidato criticou a Câmara por “ter abandonado por completo a Zona Industrial, onde existem vários terrenos desprezados com o risco de incêndios”.
A visita dos candidatos do CDS-PP à Molde deveu-se a esta empresa “continuar a ser uma referência no setor da cerâmica”. “A Molde é neste momento, juntamente com a Bordalo Pinheiro, as únicas sobreviventes da cerâmica, que em tempos foi a sustentação das Caldas da Rainha mas pela conjuntura internacional e outros fatores chegou onde chegou”, sublinhou Manuel Isaac. O candidato elogiou a fábrica, referindo que é um exemplo de uma “boa gestão, planeamento e inovação”.
Joaquim Beato, responsável pela fábrica Molde, tem ao longo dos anos recebido na sua empresa políticos dos diversos partidos. “Estaremos sempre abertos a estas ações, é positivo para a indústria que as pessoas se interessem por aquilo que está vivo”, frisou.
A empresa de cerâmica, que nasceu nas Caldas em 1988, comemora este o seu 25º aniversário. Segundo, Joaquim Beato, a Molde está “muito bem” e numa fase que “ainda pode crescer”.
Inovação no Design, diversificação de formas, texturas, cores e tridimensionalidade são alguns dos fatores que diferenciam esta empresa, que exporta 100 por cento do seu produto para os EUA (70%), norte da Europa, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia.






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