O crime aconteceu na garagem da vivenda do casal. Cerca das 18h, José Gomes apareceu num café da localidade, a trezentos metros da sua habitação, a confessar que tinha morto a mulher, Maria Duque. Atingiu-a com um único tiro no peito, segundo a GNR. Ficou prostrada no chão da garagem, junto ao jipe do filho de ambos, que morava com os pais, tal como a nora.
A GNR foi logo chamada ao local e deteve o homem, que aguardava sentado no exterior do estabelecimento a chegada das autoridades, enquanto bebia uma garrada de água. A arma utilizada no crime foi apreendida na ocasião.
Na aldeia ninguém conseguiu adiantar o que terá motivado o idoso a cometer o homicídio. Os habitantes que mostravam-se perplexos: “Nunca imaginávamos que um crime destes pudesse acontecer”
“Ouvia zangas entre eles algumas vezes. Discutiam durante um período mas acabavam por se calar. Nunca pensei que ia acabar desta forma”, desabafou Maria de Jesus, moradora na casa ao lado onde o homicídio foi cometido.
Uma troca de palavras mais azeda entre o casal pode ter exaltado os ânimos e levado o idoso a perder as estribeiras e a disparar.
“Ele já não comia nada feito pela mulher. Ia ao café buscar sandes e comprar outras coisas para comer”, relatou António Santos. O que realmente terá levado o homem a matar a mulher é o que também a população procura saber, mostrando-se perplexa com o trágico desfecho. Ninguém da família se mostrou disponível para prestar declarações.
Após recolha de vestígios por elementos da Polícia Judiciária de Leiria, o corpo foi levado para o Gabinete Médico-Legal de Torres Vedras para ser autopsiado.
O homem foi interrogado pela Polícia Judiciária de Leiria e presente a um juiz de instrução criminal do tribunal das Caldas da Rainha para primeiro interrogatório judicial e determinação da medida de coação. Ficou em prisão preventiva em Leiria.
Francisco Gomes







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