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Regresso ao passado em Óbidos

Francisco Gomes

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Entre as ameias e muralhas do castelo de Óbidos faz-se um regresso ao passado, até ao tempo em que D. Afonso Henriques conquistou o burgo aos mouros em 1148, abrindo portas à fundação do concelho, com a carta de Foral de D. Sancho I, em 1195. Este período é evocado no Mercado Medieval, que conta com mais de mil atores e figurantes vestidos a rigor, que dão vida a uma recriação histórica que espera atrair cem mil visitantes, entre os quais muitos turistas estrangeiros.
(foto Carlos Barroso)

Nobres, donzelas, cavaleiros, o povo, dulcineias, almocreves, leprosos, bobos, cuspidores de fogo, dançarinos, músicos, jograis e artesãos desfilam tendo o castelo como pano de fundo e onde não faltam as aves de rapina utilizadas nas caçadas, os torneios de armas e mil e uma encenações.

Logo à entrada, o euro dá lugar a uma nova moeda – o torreão, com o qual é possível pagar nas tavernas ou nas bancas dos mercadores.

Os visitantes podem trajar-se à época e também participar em ceias medievais. “É a época mais negra da História mas que é vivida em Óbidos com muita animação”, relata o vice-presidente da Câmara, Humberto Marques, que investe 170 mil euros na organização do evento, aberto de quinta a domingo, até 4 de agosto.

As entradas custam seis euros, mas os trajados à época pagam apenas três euros. Quem quiser pode alugar o traje por seis euros. As entradas são livres para munícipes e menores de onze anos.

Francisco Gomes

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