O primeiro assalto de que há registo foi na Malveira da Serra, a 25 de maio do ano passado. Depois seguiu-se um extenso rol a assaltos a caixas de multibanco. Em outubro, catorze indivíduos foram apanhados pela PJ e nos últimos dias mais cinco elementos foram presos, com idades entre os 24 e os 54 anos, quatro dos quais ficaram em prisão preventiva e o outro com obrigatoriedade de apresentações periódicas.
O gangue terá conseguido arrecadar milhares de euros, fazendo explodir as caixas de multibanco com gelamonite. Antes arranjava carros de alta cilindrada para fugirem. Furtou sete automóveis e recorreu quatro vezes ao método de carjacking.
Atuava sobretudo na região da Grande Lisboa e do grupo faziam parte mulheres, que ficavam responsáveis pelo depósito das quantias roubadas.
Foram causados elevados prejuízos com os rebentamentos. As autoridades policiais apreenderam 200 velas de explosivo e 200 detonadores, cordão lento e cordão detonante, para além de outros elementos de prova.
Na vila de A-dos-Francos o assalto na Caixa Agrícola aconteceu de madrugada. Os assaltantes arrancaram os fios de duas câmaras de videovigilância no exterior, poupando apenas uma que estava dentro do edifício. Depois partiram um vidro bastante espesso para chegarem ao interior. Tentaram arrancar uma parede junto a uma caixa de multibanco, mas desistiram, e acabaram por atacar o posto de atendimento exterior. Através de método desconhecido, terão conseguido, do lado de fora, afastar a máquina e entrar pelo buraco, para depois fazer acionar a explosão.
Apesar do barulho ter sido ouvido na vila, os habitantes só mais tarde é que se aperceberam do que se tinha passado. Três recipientes já sem o dinheiro foram encontrados na estrada.
A cinco quilómetros de distância, na Vermelha, o mesmo grupo, com recurso a explosão, assaltou a caixa de multibanco instalada num anexo da junta de freguesia, onde terá entrado após arrombar uma janela.
O estrondo foi ouvido na rua, tendo um dos assaltantes chegado a ameaçar uma moradora que se aproximava do local.
Foi levado o recipiente onde se encontrava o dinheiro, mas este posto tinha sistema de tintagem das notas, acionado com o impacto da explosão, que provocou danos na parede.
Em ambos os casos, os assaltantes, que terão sido três, atuaram encapuzados.
Francisco Gomes




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