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Movimento Cívico de Antigos Combatentes elege direção nas Caldas

Francisco Gomes

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“Existem mais de 600 sem-abrigo em Lisboa e no Porto que foram militares no Ultramar, e 1750 combatentes mortos cujas campas estão abandonadas e em risco de serem vandalizadas nas ex-colónias”, denunciou Joaquim Coelho, eleito no passado dia 22, após um almoço no Salão Milénio nas Caldas da Rainha, presidente da direção do Movimento Cívico de Antigos Combatentes, uma nova associação que tem sede em Vila Nova de Gaia e apresenta como objetivos “dignificar os vivos e resgatar os mortos”.
Alguns dos membros do movimento

“A primeira iniciativa é tentar saber ao certo quantos sem-abrigo vivem em grandes dificuldades no país e andam amargurados pelas ruas”, revelou, apontando que um grupo de voluntários tem andado a fazer um levantamento no Porto e em Lisboa.

“Embora haja associações que dão apoio aos sem-abrigo em geral, estamos preocupados com ex-combatentes nesta situação”, manifestou.

O movimento procura também que sejam tomadas medidas rápidas para resgatar para Portugal os restos mortais dos combatentes que ficaram em África.

Assumindo a discordância com a Liga dos Combatentes, acusa esta instituição de “ter verbas do Ministério da Defesa para tratar do assunto e limita-se a exumar as campas abandonadas no interior do território e a trazê-las para as cidades, quando devia transladar para Portugal os restos mortais existentes em campas devidamente identificadas e entregá-los às famílias”.

A nova associação fala em “abandono dos cemitérios e destruição dos mármores das campas em Angola, e tráfico de ossadas em Moçambique”. “Se não houver uma ação urgente, daqui a pouco não haverá nada para resgatar”, alerta Joaquim Coelho, que pretende que a Assembleia da República peça contas à Liga dos Combatentes.

Francisco Gomes

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