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António Coutinho (1934-2013) – Uma vida à volta dos jornais

José Coutinho

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Nascido em 1934 em Famalicão da Nazaré, António Justino Coutinho sentiu muito cedo o gosto pela leitura e pela escrita. Foi seminarista no Seminário de S. Paulo em Almada, e faz publicar os seus primeiros textos na imprensa regional ainda antes de completar os dezoito anos.
António Coutinho faleceu a 15 de maio deste ano

Tendo desistido do Seminário, vai para Moçambique nos primeiros anos da década de cinquenta para ir trabalhar com um irmão numa loja que este aí tinha. Depois desse, outros trabalhos se seguem em diferentes firmas – foi chefe de armazéns, ajudante de guarda-livros, e chefe de compras. Paralelamente a essas ocupações, desenvolve uma regular colaboração com jornais, destacando-se o Diário de Moçambique (da cidade da Beira), o Diário (de Lourenço Marques), e o Notícias da Beira. Obtém em 1969 um diploma de jornalismo outorgado pelo Sindicato Nacional de Jornalistas, e trabalha como correspondente da ANI (Agência de Notícias e Informações) no distrito de Tete, Moçambique.

Regressado a Portugal no ano de 1977, mantém o “bichinho da escrita”, como ele tanto gostava de referir. Fez alguns ensaios de escrita ficcional, como o conto “Amarga Realidade”, vencedor no ano de 1979 dos Primeiros Jogos Florais da Associação Cultural e Desportiva do Grupo Mendes Godinho, de Tomar, e colabora, em períodos diferentes ou em simultâneo, com vários jornais regionais, nomeadamente, a “Voz da Nazaré”, “O Alcoa”, o “Notícias das Caldas”, a “Gazeta das Caldas” e o “Jornal das Caldas”. Durante o ano de 1986, foi também correspondente do diário “O Século”, e a sua atividade na imprensa local mereceu-lhe uma menção honrosa atribuída pela Rádio Cister, de Alcobaça, no ano de 1989.

No Jornal das Caldas, António Coutinho começa a colaborar em 1995, três anos após a sua fundação, e permanece leal ao jornal até ao ano de 2004, quando a mudança de residência para outro concelho e diversos problemas de saúde o levam a renunciar a essa participação na vida do jornal. Durante esses nove anos, manteve-se um observador atento e um comentador crítico e inconformista. Escreveu notícias de Alfeizerão, terra onde morara e á qual sempre se sentiu ligado, e manteve o Bilhete Postal e a Manta de Retalhos, rubricas onde insere pequenos comentários ou textos de opinião sobre temas ou factos que considerava relevantes.

José Coutinho

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