Do total dos incêndios registados no ano passado nas Caldas da Rainha, 27 foram florestais, 64 simples fogachos (áreas ardidas inferiores a um hectare) e os restantes 24 foram agrícolas.
Relativamente à área ardida, 18.27 hectares eram matos, 130.3 hectares povoamentos florestais e os restantes 3.35 hectares agrícolas.
Na análise por freguesias, o maior número de ocorrências foi registado na freguesia de Tornada (22). Outra freguesia atingida por mais de 20 ocorrências foi a de Vidais (21). Quanto às áreas ardidas, cerca de 75% dos 158.89 hectares localizam-se na freguesia de Vidais.
Para que este cenário não se repita, para a Câmara “é fundamental prevenir”. “A prevenção aos incêndios florestais faz-se antes do verão”, sublinha.
A autarquia recomenda a que quem mora em espaço rural e a habitação confine com floresta, evite a acumulação de material combustível à volta das edificações (lenha e botijas de gás). É obrigatório manter uma faixa limpa de matos não inferior a 50 metros à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas e outras edificações.
Se precisar de realizar uma queima de sobrantes de exploração agrícola ou florestal cortados e amontoados deve contactar os bombeiros ou o Gabinete Técnico Florestal. Durante a realização de uma queimada, deve permanecer em vigilância ao local e ter disponível uma pá, enxada ou outra ferramenta que permita limitar a propagação do fogo. Deve-se ter o máximo cuidado ao manusear líquidos combustíveis.
O Gabinete Técnico Florestal esclarece dúvidas sobre a realização de queimas, queimadas ou fogueiras, sobre a limpeza de terrenos junto a habitações, sobre a plantação de eucaliptos e sobre quais as espécies florestais que necessitam de licenciamento obrigatório pelo Município de Caldas da Rainha.
Francisco Gomes




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