Os candidatos independentes à presidência da Câmara Municipal, ao contrário do que acontece com os partidos políticos, são confrontados com o seguinte: a) Precisam de perto de 6.000 assinaturas identificadas com B.I., conseguidas nas várias freguesias do concelho só para terem o direito de se candidatar; b) Não são reembolsados dos 23% de IVA nas despesas efetuadas; c) São obrigados a apresentar contas e mesmo às mais pequenas doações deverão ser identificados os seus doadores (indivíduos e nunca empresas); d) O emblema identificativo do seu Movimento não será permitido aparecer nas listas do ato eleitoral sendo substituido por um qualquer número!
Há um real monopólio partidário e a oposição a este sistema injusto é, na prática, uma impossibilidade a menos que mais pessoas se apercebam disto e apoiem, vigorosamente, os candidatos independentes.
Em toda a Europa é claro o descontentamento com o status quo político. O avanço do Movimento Cinco Estrelas em Itália apoiado por constantes manifestações e protestos, mostra claramente que a política tem que se ligar ao povo para evitar situações perigosas de rutura.
Em Portugal, o status quo do Monopólio Patidário tem que ser quebrado.
As próximas eleições locais podem ser a oportunidade esperada, mas estes obstáculos políticos injustos poderão penalizar o livre arbítrio.
Jeffrey Gardner



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