A ementa servida no concurso Sabores da Idanha/Sogrape Vinhos e igualmente neste jantar, realizado a 6 de junho, começou com os aperitivos Sangria de frutos vermelhos e Gazela Vinho Verde Branco.
A entrada foi ravioli de magret de codorniz e queijo amarelo Beira Baixa DOP sobre Aveludado de Nabo e Açafrão, acompanhado de Mateus Rosé Sparkling Bruto.
O prato principal foi “Napoleão” de pargo e queijo de Castelo Branco DOP sobre puré de vitellote, camarão corado e legumes caramelizados, acompanhado de Herdade do Peso – Vinha do Monte Branco.
A tábua de queijos era composta por queijo amarelo da Beira Baixa DOP, queijo de Castelo Branco DOP, queijo amarelo da Beira Baixa Velho DOP, queijo de Castelo Branco Velho DOP e requeijão Sabores da Idanha com tostas e compotas diversas, acompanhados de Herdade do Peso – Vinho do Monte Branco.
A sobremesa foi tarte de requeijão sabores da Idanha, creme de Vinho do Porto, frutos vermelhos e crocante de chocolate com pepitas de queijo de Castelo Branco Velho DOP, acompanhada de Porto Ferreira Dona Antónia – Reserva. No final houve um extra: café e bombom de queijo.
O concurso, que se realiza há três anos, tem como principal objetivo fazer despertar nos alunos das Escolas de Hotelaria o gosto pelos queijos tradicionais portugueses e a sua ligação com os vinhos, bem como fomentar o espírito de equipa e de partilha de conhecimentos.
Segundo António Feliciano, responsável comercial da Sabores da Idanha – cooperativa de produtores de queijos da Beira Baixa, o evento “foi criado para ajudar os alunos a trabalhar com produtos de excelência”.
“Quando a cooperativa começou a visitar as escolas de hotelaria, constatou que havia muita formação em queijos franceses e estrangeiros e muito pouca informação sobre queijos típicos portugueses. A cooperativa optou por fazer visitas regulares às escolas”, revelou, adiantando que o concurso serve para “enobrecer a função do empregado de mesa ou chefe de sala, ao mesmo tempo que dá dignidade aos produtos”.
“Quem tem restaurantes deve investir em pessoas que sirvam à mesa que saibam comunicar com os clientes. Só assim consegue diferenciar-se. Se falarmos das características dos produtos, estes vão saber melhor aos clientes”, sustentou.
Informações como a espessura do corte do queijo mole e dos pasta dura, a altura em que numa refeição deve ser servido o queijo e que melhor opção de vinhos, poderão deixar os clientes mais esclarecidos.
Em conjunto com a Sogrape, a cooperativa avançou com este concurso, onde o objetivo é que os alunos “formem uma equipa” e não se trata de avaliar um prato mas todo o serviço, por isso há júris técnicos degustativos, de sala e de cozinha.
Concorreram alunos de nível IV e V das escolas de hotelaria e turismo da rede escolar do Turismo de Portugal, em equipas de dois elementos, um para a área de cozinha e outro para a área de serviço de restaurante.
Participaram nesta final seis equipas relativamente a cada um dos agrupamentos nacionais, e cada uma apresentou uma entrada, um prato, uma tábua de queijos e uma sobremesa, acompanhados dos respetivos vinhos previamente selecionados.
David Gois, responsável pela área de eventos e patrocínios, da Sogrape, sublinhou a importância das escolas de hotelaria e turismo para o futuro da restauração.
André Faria tem 19 anos e ficou satisfeito com a vitória, até porque “a concorrência era muito alta”. O objetivo do aluno tirar a licenciatura e abrir um restaurante.
Daniela Ferreira tem 17 anos e foi o primeiro concurso em que participou. Confessou que o nervosismo foi ultrapassado com a experiência que tem adquirido no serviço que tem prestado no restaurante de aplicação da EHTO. Com o prémio vai tirar a carta de condução.
Francisco Gomes











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