Duarte Nuno indicou que “há um edifício ocupado por toxicodependentes junto ao Xaneca, próximo da passagem desnivelada dos caminhos de ferro. Há assaltos quase diariamente e uma pessoa foi agredida com uma navalha no pescoço por estas mesmas pessoas que ali habitam”.
“A liberdade de circulação está posta em causa em determinados sítios e horas, principalmente na freguesia de Santo Onofre”, vincou.
“Estou profundamente preocupado com o que está a acontecer naquela freguesia. Temos tiros, bombas artesanais atiradas ao chão só por recreio, temos um aumento de circulação de droga, há receios e medos, e as estatísticas da polícia não correspondem à realidade, porque há pessoas que não se queixam com medo de represálias”, disse Duarte Nuno.
“Já se fala em fazer justiça pelas próprias mãos, como incendiar a casa”, revelou o deputado, que adiantou que falou com o proprietário, que pretende emparedar o edifício para evitar a ocupação indevida.
“Em Nossa Senhora do Pópulo também acontecem estes casos. Tive conhecimento de assaltos em carros numa rua e mim roubaram-me o rádio do carro. Apresentei queixa e foi a primeira que a PSP recebeu, mas fiz questão de apresentar para que depois, na altura das estatísticas, os efetivos policiais sejam dimensionados com os problemas que temos”, contou Duarte Nuno.
O deputado aproveitou para dizer que os “grafites dão ar de impunidade e contribuem para ideia de insegurança que se sente quando se passeia nas ruas da cidade”. “Uma mulher podia passear livremente sozinha na rua à noite e neste momento isso é mentira”, concluiu.
Jorge Sobral, que está a morar numa freguesia rural, relatou o caso de uma vizinha idosa que foi alvo do conto do vigário. “Apresentaram-se como sendo da segurança social e abordaram-na primeiro para trocar notas, depois para ver se o ouro tinha marca, e ela deu-lhes o ouro que tinha”.
“A insegurança tem a ver com exclusão social, desemprego e aumento da miséria”, argumentou Vítor Fernandes, do PCP.
Lino Romão, do BE, afirmou tratar-se de “uma cidade muita degradada, com lojas encerradas e muitas casas vazas, e todo este clima se reflete nesta ideia de insegurança”.
Abílio Camacho, presidente da junta de Santo Onofre, fez notar que o problema é igual em Nossa Senhora do Pópulo. “As duas têm problemas graves”, indicou.
“Se forem ao centro de saúde às cinco da tarde, veem lá 30 indivíduos para buscar metadona para vender”, denunciou o autarca.
Para António Cipriano, “apesar de tudo ainda é um concelho seguro, não obstante existirem problemas”. “Importante será a futura comissão municipal de segurança, onde se possam reunir várias entidades, para termos noção da realidade do concelho”, explanou.
Carlos Elias, do CDS/PP, contou que “houve cenas de tiros em Santo Onofre e presenciei polícias a identificar pessoas”. Contudo, reconheceu que “não somos um concelho inseguro”.
O vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, é de opinião que “tem problemas mas não é problemático”, e esclareceu que “o não fazer queixas é um problema nacional e aí a estatística nos outros concelhos também será menor”.
Quanto às casas degradadas, admitiu que tem sido difícil convencer os proprietários a reabilitar os imóveis.
Francisco Gomes




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