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Exposição sobre Álvaro Cunhal no Museu do Ciclismo

Francisco Gomes

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A Comissão Concelhia das Caldas da Rainha do PCP apresenta no Museu do Ciclismo, de 13 a 25 de Abril, uma exposição sobre a vida, pensamento e luta de Álvaro Cunhal.
A exposição é composta de livros, pinturas, fotografias e cartazes

A inauguração teve lugar no passado sábado, com a presença de Ângelo Alves, da comissão política do comité central do PCP, que revelou que “dezenas de exposições similares estão espalhadas ao longo do país e vai ser inaugurada a exposição central, com conteúdo mais alargado, em Lisboa”.

“O objetivo é prestar homenagem a Álvaro Cunhal no centenário do seu nascimento, não só pelo seu partido de sempre mas é também uma homenagem de todos os patriotas e que defendem um Portugal mais justo, pelo que registamos com agrado a presença de várias forças políticas nesta inauguração e a hospitalidade da Câmara ao receber a exposição no Museu do Ciclismo”.

Ângelo Alves afirmou que Álvaro Cunhal “é uma figura incontornável da história contemporânea de Protugal e que ficará para sempre associada à conquista da liberdade e da democracia no país”

A exposição evocativa dos cem anos do nascimento de Álvaro Cunhal compõe-se de livros e pinturas da autoria do próprio, bem como de fotografias e cartazes ilustrativos de momentos marcantes da sua vida, material esse cedido pela Comissão Promotora das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal.

No dia 19, pelas 21 horas, no mesmo local, realiza-se uma sessão pública com a presença de Domingos Lobo.

O ponto alto das comemorações será a 10 de novembro deste ano, dia do nascimento, em que haverá um congresso dedicado à obra e pensamento de Álvaro Cunhal.

Nascido em Coimbra a 10 de novembro de 1913, passou a infância em Seia, mudando-se aos 11 anos para Lisboa, onde viria a cursar Direito, ocasião em que se inicia na atividade revolucionária. Mas é aos 17 anos que se filia no Partido Comunista Português, iniciando um percurso ascendente pela política que o levaria à liderança do partido, entre outros cargos onde se inclui o de ministro “sem pasta” nos governos provisórios de Portugal e o de deputado da Assembleia da República.

Devido, sobretudo, à sua firme oposição ao Estado Novo, esteve preso e sob tortura durante vários anos. Ter-se-á dedicado à pintura e à escrita no isolamento conferido pela prisão.

Além das suas funções na direção partidária, foi pintor e romancista, tendo escrito diversos romances e novelas sob o pseudónimo de Manuel Tiago. Faleceu a 13 de junho de 2005, em Lisboa, e ficou conhecido por nunca ter abdicado do seu ideal comunista.

Francisco Gomes

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