Q

PS reúne no Coto para discutir problemas da freguesia

Francisco Gomes

EXCLUSIVO ASSINE JÁ

Decorreu no passado sábado mais um encontro autárquico do Partido Socialista das Caldas da Rainha. O evento, que teve lugar na associação do Coto, é já o décimo, desde que, em 2009, se iniciou esta ronda de reuniões descentralizadas e que procuram descobrir as oportunidades e os desafios que se colocam a todas as 16 freguesias do concelho.

Nestes encontros, os eleitos socialistas prestam contas aos seus eleitores e contribuem para a reflexão sobre a freguesia em que decorrem. O vereador Delfim Azevedo fez a apresentação dos assuntos mais recentes e relevantes do executivo camarário e a presidente da Comissão Política, Catarina Paramos, fez uma apreciação dos trabalhos dos deputados na Assembleia Municipal.

À semelhança do que ocorreu em encontros anteriores, foram projetadas e comentadas filmagens vídeo sobre a freguesia e foi viva a participação de simpatizantes, militantes socialistas e residentes no Coto. Segundo Catarina Paramos, “ficou demonstrada a enorme riqueza paisagística, ambiental, turística, florestal e agrícola desta freguesia, que tem muitos estrangeiros que a escolheram para residir”.

“Foram denunciadas muitas práticas condenáveis que desfeiam e põem em causa este património. Dezenas de lixeiras a céu aberto, sistemas de tratamento de águas que, ou não funcionam, ou estão em avançado estado de degradação, parques infantis ou desportivos num avançado estado de decadência e constituindo-se mesmo em locais de perigo para as crianças, a inaceitável inexistência de esgotos para uma grande parte da população do Coto, que vê neste assunto um dos seus maiores problemas”, descreveu.

“O recurso a fossas sépticas continua a ser parte do quotidiano de populações que vive a poucas centenas de metros da rede municipal de esgotos. Na realidade, muitos munícipes apenas têm ligação à rede de esgotos se tiverem dinheiro para pagar individualmente o sistema elétrico de bombeamento”, indicou.

A presidente da PS/Caldas relatou que “foi denunciada a pavimentação desleixada dos arruamentos que ficam por ultimar (limpeza de valetas, manilhamentos, bermas de estrada e condutas de água, pintura e sinalização rodoviária)”.

Neste âmbito, os munícipes apresentaram “uma grande contestação pela prioridades de pavimentação, e muito particularmente, pela solução rodoviária que permanece desde há muitos anos, gerando grande perigo na bifurcação da estrada que vai do Imaginário para o Coto e a estrada que desce para Salir de Matos”. “As ilhas que ali se encontram são de impossível leitura rodoviária e, com os roubos de sinais de trânsito, criam-se numerosas situações de perigo. É imprescindível resolver os problemas que ali ocorrem com a construção de uma muito necessária rotunda”, referiu.

“Foi feita uma apreciação muito crítica sobre recentes linguagens arquitetónicas que despontam na freguesia em contradição absoluta com a linguagem tradicional e que, em alguns casos, mais não são senão uma poluição visual excêntrica e de discutível legalidade. Foi igualmente referido o abandono a que vem sendo sujeita a Quinta de São João que, em parceria com o Centro de Formação Profissional do Coto, estrutura formativa vocacionada para o setor agrícola, atualmente em laboração quase insignificante, se deveria constituir num pólo de divulgação e promoção agrícola e ambiental e que atravessa hoje um período de inexplicável declínio. Foi, enfim, tida por muito indesejável e infeliz, a recente agregação administrativa da freguesia do Coto”, pormenorizou Catarina Paramos.

O encontro contou com a presença do presidente da Junta, que procurou ajudar ao esclarecimento de muitas das questões colocadas.

Francisco Gomes

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados