A medicina chinesa (MC) atua principalmente na parte energética do corpo, no QI (Ch’i). O QI é a nossa “essência vital” que circula por todas as células, tecidos e órgãos, a intervenção na MC vai alterar o QI, manipulando o seu fluxo ao longo de canais específicos: os meridianos. O fluxo normal de QI pode ser perturbado por diversos fatores: traumas externos (como ferimentos ou infeções) ou fatores internos (como o stress), estando em desequilíbrio entramos no estado de “doença”. Pela acupuntura e fitoterapia o fluxo de QI ao longo dos meridianos é restabelecido, estimulando pontos ou regiões de forma a sedar, tonificar, aquecer ou resfriar, voltando o corpo ao estado de equilíbrio entre yin e yang.
Estes dois últimos conceitos, há já vários anos presentes no nosso léxico comum, são a base da MC, tudo pode ser explicado pela interação yin-yang, o QI é a manifestação desta interação.
A água é mais yin, assim como a terra, o dia é mais yang, a noite, mais yin, o calor é yang, o frio, yin. As doenças são também classificadas em termos de yin e yang, sendo este o ponto de partida daquilo que mais é fundamental em MC: o diagnóstico. Este difere muito do diagnóstico da medicina ocidental, procurando identificar com precisão o estado energético do paciente, analisando-o como um todo e não apenas em termos dos sintomas que evidencia.
José Ribeiro, Licenciado em Medicina Chinesa
jmsribeiro.mtc@gmail.com
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