Este mês de março é evidenciado um oratório, muito vulgar nas casas portuguesas de famílias abastadas.
É um oratório da 2ª metade do séc. XVIII, em madeira policromada e dourada, aplicação de talha, sendo o reflexo da intimidade da casa, em que os fiéis tinham, além das suas obrigações quotidianas, uma devoção acrescida a diversos santos, a quem recorriam usualmente em oração ou mesmo permitindo aos sacerdotes oficiar algumas celebrações recorrendo ao oratório.
Esta peça, eventualmente da transição do reinado de D. José I para o de D. Maria I, apresenta uma estrutura composta por dois elementos: o inferior é uma cómoda, que serve de suporte a um alçado, uma espécie de maquineta de grandes dimensões, resguardando com duas portas que, abertas de par em par, oferecem a visão de dois santos em pintura (também características do elemento piedoso e devocional português) e, no interior do oratório, a disposição das restantes imagens de vulto (cujas invocações se desconhece).
A representação na portada esquerda é a figura de São Francisco de Assis e na portada direita – representação de São Domingos de Gusmão.
Francisco Gomes




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