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Maniche esteve nas Caldas a falar sobre a sua carreira

Carlos Barroso

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O internacional português Nuno Ribeiro, mais conhecido no mundo do futebol por Maniche, esteve no auditório dos Pimpões, nas Caldas da Rainha, para dar alguns conselhos aos jovens atletas do Caldas, na companhia do comentador Nuno Dias.
Jogadores do Caldas assistiram à conversa/foto Carlos Barroso

Maniche respondeu durante uma hora e meia a diversas questões, desvendando alguns segredos bem guardados nas suas passagens pelo Benfica, Porto, Sporting e Chelsea.

Nuno Ribeiro nasceu de uma família humilde e foi a sua força de lutar por um sonho que era ser um jogador de futebol que o tornou num símbolo, com a conquista da Taça UEFA e da Liga dos Campeões.

“Segui o meu sonho. Mesmo que o treinador não apostasse em mim, trabalhei sempre. Eu não sou aquilo que sou hoje se não fosse o futebol e a minha força e o meu trabalho”, disse o antigo jogador.

Considera que foi José Mourinho quem apostou mais na sua carreira, mas agradece a Scolari tê-lo tornado internacional A.

“Deu-me um gozo enorme vencer a Taça UEFA, porque foi a primeira. Olho para trás e também ganhei a Champions e uma taça intercontinental, mas a UEFA foi a que mais me marcou. Nessa altura estava no Porto e nós no balneário até fazíamos apostas entre todos para saber por quantos é que íamos ganhar. Tínhamos um grupo muito forte e muito unido. Ninguém nos vencia”, recordou.

“É preciso estarmos bem psicologicamente e ter um treinador como o Mourinho que aposta em nós. Depois, ter um treinador como o Scolari também marca psicologicamente. Ele deixava poemas nos nossos quartos para nós lermos. É brutal. São duas formas diferentes de trabalhar, mas que nos ajudam a crescer enquanto jogadores e enquanto homens”, disse.

Maniche revelou também que saiu do Benfica porque os dirigentes pretendiam que o atleta mudasse de agente, o que não fez, e também ficou a saber que o pai de José Mourinho foi treinador do Caldas e que o próprio foi apanha bolas no Caldas.

O comentador desportivo da RTP, Nuno Dias, lembrou aos mais jovens que Scolari fez os portugueses sentirem-se orgulhosos. Já de Mourinho, o comentador considera que o “special one” produz uma mistura de amor/ódio, e que de igual forma existe o mesmo sentimento por Cristiano Ronaldo.

“Os portugueses são invejosos e só sabemos dizer mal do Mourinho e do Ronaldo e na realidade é que não aceitamos o sucesso deles. Se tivéssemos outra visão seriamos diferentes, seriamos mais unidos”, disse.

Depois da conversa, os jovens caldenses receberam autógrafos e tiraram fotografias com o jogador e o comentador desportivo.

Carlos Barroso

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