Maniche respondeu durante uma hora e meia a diversas questões, desvendando alguns segredos bem guardados nas suas passagens pelo Benfica, Porto, Sporting e Chelsea.
Nuno Ribeiro nasceu de uma família humilde e foi a sua força de lutar por um sonho que era ser um jogador de futebol que o tornou num símbolo, com a conquista da Taça UEFA e da Liga dos Campeões.
“Segui o meu sonho. Mesmo que o treinador não apostasse em mim, trabalhei sempre. Eu não sou aquilo que sou hoje se não fosse o futebol e a minha força e o meu trabalho”, disse o antigo jogador.
Considera que foi José Mourinho quem apostou mais na sua carreira, mas agradece a Scolari tê-lo tornado internacional A.
“Deu-me um gozo enorme vencer a Taça UEFA, porque foi a primeira. Olho para trás e também ganhei a Champions e uma taça intercontinental, mas a UEFA foi a que mais me marcou. Nessa altura estava no Porto e nós no balneário até fazíamos apostas entre todos para saber por quantos é que íamos ganhar. Tínhamos um grupo muito forte e muito unido. Ninguém nos vencia”, recordou.
“É preciso estarmos bem psicologicamente e ter um treinador como o Mourinho que aposta em nós. Depois, ter um treinador como o Scolari também marca psicologicamente. Ele deixava poemas nos nossos quartos para nós lermos. É brutal. São duas formas diferentes de trabalhar, mas que nos ajudam a crescer enquanto jogadores e enquanto homens”, disse.
Maniche revelou também que saiu do Benfica porque os dirigentes pretendiam que o atleta mudasse de agente, o que não fez, e também ficou a saber que o pai de José Mourinho foi treinador do Caldas e que o próprio foi apanha bolas no Caldas.
O comentador desportivo da RTP, Nuno Dias, lembrou aos mais jovens que Scolari fez os portugueses sentirem-se orgulhosos. Já de Mourinho, o comentador considera que o “special one” produz uma mistura de amor/ódio, e que de igual forma existe o mesmo sentimento por Cristiano Ronaldo.
“Os portugueses são invejosos e só sabemos dizer mal do Mourinho e do Ronaldo e na realidade é que não aceitamos o sucesso deles. Se tivéssemos outra visão seriamos diferentes, seriamos mais unidos”, disse.
Depois da conversa, os jovens caldenses receberam autógrafos e tiraram fotografias com o jogador e o comentador desportivo.
Carlos Barroso





0 Comentários